Costa Neto é preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo

Na ação de hoje da PF, entre os investigados estão os generais Heleno, Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira

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Valdemar Costa Neto (Foto: Valter Campanato/ABr)
Valdemar Costa Neto (Foto: Valter Campanato/ABr)

Valdemar Costa Neto foi preso em flagrante na Polícia Federal hoje pela manhã por porte ilegal de arma de fogo. O presidente do PL estava sendo alvo de um mandado de busca e apreensão em uma ação que investiga a tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito, quando foi flagrado com uma arma com registro irregular.

A Operação Tempus Veritatis tem como alvo diversos militares que integraram o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Diante da notícia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse esperar que o rigor da lei seja aplicado contra aqueles que atacaram a democracia, ao financiar os acampamentos que culminaram na tentativa de golpe do dia 8 de janeiro de 2022.

Entre os investigados estão o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, o ex-ministro da Casa Civil general Walter Souza Braga Netto e o ex-ministro da Defesa general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira.

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“É muito difícil um presidente da República comentar sobre uma operação da Polícia Federal que ocorre em segredo de Justiça. Espero que não ocorra nenhum excesso e seja aplicado o rigor da lei. Sabemos dos ataques à democracia. Precisamos saber quem financiou os acampamentos. Vamos esperar as investigações”, afirmou Lula.

A declaração foi um recorte de trecho da entrevista concedida por Lula à Rádio Itatiaia. O comentário se referia à operação que cumpre 33 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva, além de 48 medidas cautelares que incluem a proibição de manter contato com outros investigados, a proibição de se ausentar do país, com entrega dos passaportes no prazo de 24 horas e a suspensão do exercício de funções públicas .

As medidas judiciais foram expedidas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Entre elas está a de apreender o passaporte do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A operação é deflagrada após o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro o tenente-coronel Mauro Cid ter fechado acordo de colaboração premiada com investigadores da PF. O acordo foi enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e já recebeu a homologação do STF.

Por meio de redes sociais, o advogado de Bolsonaro, Fábio Wajngarten, disse que “em cumprimento às decisões de hoje, o presidente Jair Bolsonaro entregará o passaporte às autoridades competentes. Já determinou que seu auxiliar direto, que foi alvo da mesma decisão e que se encontrava em Mambucaba, retorne para sua casa em Brasília, atendendo a ordem de não manter contato com os demais investigados”, postou Wajngarten.

Segundo a investigação, entre os alvos da operação estão: o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general Augusto Heleno Ribeiro Pereira; ex-ministro da Casa Civil e da Defesa general Walter Souza Braga Netto; ex-ministro da Defesa general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira; major da reserva Ângelo Martins Denicoli; coronel reformado do Exército Aílton Gonçalves Moraes Barros; coronel Guilherme Marques Almeida; tenente-coronel Hélio Ferreira Lima; tenente-coronel Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros; ex-comandante-geral da Marinha almirante Almir Garnier Santos; general Mário Fernandes; ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército general Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira; general de Brigada reformado Laércio Vergílio; Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho e o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, além de Costa Neto.

Há mandados de prisão contra: o ex-assessor especial de Bolsonaro Felipe Martins; coronel Bernardo Romão Correa Neto; coronel da reserva Marcelo Costa Câmara; e o major Rafael Martins de Oliveira.

Com informações d’O Globo e da Agência Brasil

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