Costurando o Simples

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) quer enquadrar todas as empresas de confecção do país, independente do porte, no Simples, por um prazo de 25 a 30 anos. O objetivo é fortalecer o “elo mais frágil” da cadeia têxtil. “Sabemos que, se as empresas que produzem vestuário estiverem fortalecidas, todo o setor terá sustentabilidade. Estive há pouco nos Estados Unidos e lá estão discutindo porque não deram atenção às confecções locais”, disse o diretor executivo do Programa TexBrasil, Rafael Cervone Netto.
A cadeia produtiva têxtil possui cerca de 30 mil empresas, sendo 85% delas indústrias de confecção. Dessas, 85% já estão no Simples. O pedido será feito nesta quarta-feira à presidente Dilma Rousseff, que recebe em Brasília empresários do setor.

Roupas cinzentas
Rafael Cervone Netto, da Abit, denunciou: “A China exportou no ano passado 70 mil toneladas de vestuário para o Brasil. A Receita Federal tem computado apenas 50% disso. O restante está entrando no país de outras maneiras. Estamos conversando com a Receita Federal sobre isso”.

“Al mare”
O Brasil está se tornando o principal mercado para a venda de iates de luxo da tradicional companhia italiana Ferretti, mostra a edição desta segunda-feira do Financial Times. A receita da empresa em mares brasileiros triplicou nos últimos três anos, enquanto suas vendas nos países mediterrâneos estão hoje em um nível de apenas um terço do que eram antes do início da crise econômica global.

Tomada
Um veículo elétrico paga alíquota de IPI (25%) igual à de um poluente automóvel a diesel, e mais que o dobro dos também poluentes (ainda que em menor escala) veículos a álcool ou flex, que pagam IPI de 11%. Deputados fluminenses se engajaram na luta para criar incentivos para o automóvel elétrico no Brasil, a começar pela questão dos impostos.

Nova direção
A partir da segunda semana de julho, a Bureau Veritas Quality International (BVQI) – empresa certificadora mundial – começará a visitar as 525 auto-escolas do Rio de Janeiro para avaliar o desempenho de cada uma e, assim, criar um ranking das melhores instituições de ensino de trânsito no estado. A escola que não obtiver 60% de aprovação terá um prazo de dez dias para enviar ao Detran um plano de ação de reestruturação. Por enquanto, as auto-escolas não serão descredenciadas.

Sem exame
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pode criar uma terceira categoria, a dos estagiários bacharéis, de cujos integrantes não seria exigido serem submetidos ao puxado exame da Ordem. A proposta será apresentada ao Conselho Federal da OAB pela OAB-RS. Caso seja aceita, o quadro da OAB teria três categorias: advogados; estagiários bacharéis; e estagiários bacharelandos. Proposta pelos advogados Arnaldo de Araújo Guimarães, presidente da CAA-RS, e Leonardo Machado Fontoura, ela permitiria ao estagiário bacharel  exercer atividades de assessoria e consultoria. Seria mantido, porém, o cadastro específico para o exercício das atividades de advogado, restrito aos aprovados no exame de Ordem.

Ciclo
O tempo é mesmo o senhor da razão. Ao assumir o controle da Light, a AES ameaçou cortar o fornecimento de energia à UFRJ, alegando falta de pagamento da conta de luz. Poucos anos depois, encontrou o então reitor da universidade, Carlos Lessa na presidência do BNDES, no qual a elétrica estadunidense tentou emplacar um bilionário calote. Passado menos de uma década, a AES enfrenta o vexame de ser cobrada até pelos tucanos para que aumente seus investimentos no estado para evitar que São Paulo continue a ser vitimado por “apagões”.

Choque sem ordem
Onde anda o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e a justiça do estado, enquanto bueiros da Light seguem explodindo pela cidade, ferindo pessoas? Esperam um desastre de grandes proporções? Em São Paulo, mesmo com todos os problemas da AES, bueiros não explodem semanalmente.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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