José Ricardo do Carmo, diretor de Relações com Investidores da 521 Participações, comunicou aos acionistas que o Conselho de Administração aprovou a constituição de uma provisão adicional para distribuição de juros sobre o capital próprio no valor de R$ 44,93 milhões que, para todos os efeitos legais, integrará o montante dos dividendos a serem distribuídos relativamente ao exercício do ano passado. O pagamento, sem atualização, será efetuado até o dia 30 de junho deste ano.
Ora direis, qual o problema? O problema é que a 521 Participações só tem dois acionistas: o Fundo Mútuo de Investimento em Ações Carteira Livre, com 84,30% do capital, e o Fundo de Investimento BB Renda Fixa, com os restantes 15,70%. Então, a fixação de uma data tão distante e com a ressalva que não haverá atualização desde já significa que os dois fundos somente vão receber tais recursos no último dia do prazo. E os prejudicados serão os cotistas, a quase totalidade formada por clientes do Banco do Brasil, que deixarão de receber o rendimento sobre os R$ 44,93 milhões num prazo de seis meses.
A propósito, a 521 Participações tem sede no mesmo prédio e é administrada pela Previ.
Analistas começam a fazer previsões
Os analistas da corretora Coinvalores estão recomendando o aumento das posições das ações da Vale do Rio Doce nas carteiras, por acreditar na crescente demanda mundial por minério de ferro e na perspectiva favorável da negociação do preço da commodity, com reajuste que deverá se situar entre 10% a 20%. Enquanto isso, os especialistas do Brascan para o setor de telefonia acham que as teles fixas neste ano devem sofrer com a perda de fatia de mercado no tráfego local de voz e de longa distância, para os serviços de banda larga e terminais móveis. Além disso, apontam como outra ameaça ao faturamento dessas operadoras é a mudança de regras na tarifação pulso-minuto, determinado pelos novos contratos do setor.
Traçando perspectivas para a Telemar, considera que o ganho em fatia de mercado da Oi (subsidiária móvel), crescente distribuição de proventos e a perspectiva de entrada da Portugal Telecom no bloco de controle, com desvinculação do grupo Vivo, contam como pontos a favor da operadora. Por outro lado, a perda de assinantes em tráfego fixo, a baixa taxa de penetração em banda larga, a projeção de prejuízo de R$ 2 bilhões com a implantação do serviço de telefonia para as classes de menor renda e uma contingência de R$ 1,35 bilhão decorrente de uma multa de julho do ano passado são os fatores que pressionarão o desempenho operacional da companhia.
Gazprom normalizará fornecimento de gás
A estatal de energia russa OAO Gazprom normalizará o fornecimento de gás a seus clientes europeus e pretende aumentar o volume em 95 milhões de metros cúbicos para compensar o corte no abastecimento da Ucrânia.
Energias do Brasil no IbrX 100
Apesar do pouco tempo em que começaram a ser negociadas, as ações da Energias do Brasil, que consolida ativos de energia elétrica nas áreas de distribuição, geração e comercialização, passaram a integrar o índice IBrX 100, com participação de 0,366%. Esse indicador mede o retorno de uma carteira teórica composta por 100 ações selecionadas entre as mais negociadas na Bovespa, em termos de numero de negócios e volume financeiro.
Informação irrelevante
David Fischel, ex-presidente do Fluminense, também é ex-diretor das Indústrias Verolme Ishibrás, cujo controlador era Nelson Tanure, também controlador da Docas Investimento. Em 99, foi assinado o tal contrato para o patrocínio do tricolor carioca pela Academia do Corpo.
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