Covas não restringe atividades privadas

Número de casos na cidade tem aumentado entre 40% e 50% por dia.

São Paulo / 23:32 - 16 de mar de 2020

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O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou nesta segunda-feira uma série de medidas para evitar o aumento do número de casos de contaminação por coronavírus na capital. 

Segundo o prefeito, o número de casos na cidade tem aumentado entre 40% e 50% por dia e medidas para evitar aglomerações de pessoas vêm sendo tomadas. O dado mais recente registra 152 casos no estado, a grande maioria na capital. No Brasil, são 234.

Apesar disso, o prefeito não anunciou nenhuma medida para restringir o funcionamento do setor privado. Para efetivar a medida, o prefeito deve decretar estado de emergência nesta terça-feira.

“Nós estamos em contato com associações de diversos setores para já estudar medidas de maior restrição se for necessário”, afirmou o prefeito. Segundo Covas, as primeiras estimativas sugerem perda de arrecadação de impostos de R$ 1,5 bilhão por conta da epidemia de coronavírus.

Covas anunciou o fechamento por tempo indeterminado de centros culturais, esportivos e unidades da assistência social, exceto abrigos. Todos os eventos com potencial de aglomeração de pessoas estão proibidos.

A partir desta terça, o rodízio municipal de veículos será suspenso, com o objetivo de reduzir a procura pelo transporte coletivo. Os ônibus serão lavados com água sanitária em todos os pontos finais, antes da viagem seguinte.

Outras medidas para o transporte coletivo devem ser definidas nesta terça, em reunião do governo paulista com prefeituras da região metropolitana de São Paulo.

As escolas da rede municipal seguem em redução de aulas e ficarão fechadas a partir da próxima segunda-feira. Covas disse que está fazendo um levantamento de crianças em situação de vulnerabi-lidade social e meios de garantir a oferta de refeições a elas.

Os governadores devem pedir à União a liberação de R$ 50 bilhões para atenuar os efeitos da crise econômica nas arrecadações dos estados. A discussão sobre a quantia está sendo feita por meio de um fórum virtual. “Não há como suportar a crise econômica de arrecadação dos estados sem que a União venha socorrer. É a única que tem recursos”, disse o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC).

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