Covid-19: Brasil registra mais 1.274 mortes e 52.160 casos

Segundo o Ministério da Sáude, taxa de letalidade ficou em 3,3%; e mortalidade atingiu 49; incidência por 100 mil habitantes é de 1.479,7.

Conjuntura / 11:10 - 12 de ago de 2020

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A atualização diária do Ministério da Saúde, divulgada ontem, mostra que o Brasil tem 3.109.630 casos confirmados de Covid-19 acumulados desde o início da pandemia. Desse total, 103.026 evoluíram para óbito (3,3%); 2.243.124 pacientes se recuperam da doença (72,1%); e 763.480 estão em tratamento (24,6%). Nas últimas 24 horas, passou a fazer parte dessa estatística 52.160 novos casos confirmados e 1.274 mortes. Atualmente, 3.580 óbitos estão em investigação.

A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 3,3%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 49. A incidência dos casos de Covid-19 por 100 mil habitantes é de 1.479,7.

Desde o início da pandemia, São Paulo soma 639.562 casos acumulados de Covid-19. É o estado com o maior registro da doença, seguido por Bahia (198.767), Ceará (190.550), Rio de Janeiro (182.563) e Pará (169.613). São Paulo também lidera o maior número de óbitos causados pela Covid-19 (25.571). Em seguida estão Rio de Janeiro (14.212), Ceará (8.011, Pernambuco (7.008) e Pará (5.901).

Também no período da pandemia, o número de mortos de pacientes com câncer em casa, sem tratamento, dobrou durante os meses de abril e maio de 2020 em comparação com o mesmo período do ano anterior, no Rio de Janeiro. A pesquisa realizada pela Fiocruz aponta o registro de 280 óbitos em casa nesse período.

O oncologista Ramon Andrade de Mello, professor da disciplina de Oncologia Clínica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Escola de Medicina da Universidade do Algarve (Portugal), alerta que os pacientes não devem suspender o tratamento sem orientação médica: "A interrupção dos cuidados pode levar a perda da 'janela' de tratamento do paciente e a doença avança até chegar em uma situação irreversível".

As orientações são as mesmas para aqueles pacientes que adiam o diagnóstico da doença sem orientação de um especialista. "O medo do novo coronavírus não pode ser motivo para desistir da consulta médica. O câncer é uma situação de emergência e deve ter a mesma prioridade da Covid-19", ressalta o professor da Unifesp.

O número de exames oncológicos também sofreu alteração significativa durante a pandemia. Segundo pesquisa da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), eles tiveram queda de aproximadamente 80% entre fevereiro e março. O levantamento mostra ainda que as cirurgias caíram pela metade e as clínicas de diagnóstico por imagem tiveram 70% de redução na realização de exames nesse período.

"O diagnóstico precoce do tumor oncológico aumenta as chances de resultados positivos para os pacientes. Em alguns casos, é até possível adiar a cirurgia ou início de uma quimioterapia, mas uma espera de três meses faz uma grande diferença", explica.

 

Com informações da Agência Brasil

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