Covid: Aéreas terão de fiscalizar regras de entrada nos EUA

As empresas aéreas serão responsáveis por exigir dos passageiros que viajam do Brasil para os Estados Unidos a comprovação de vacinação contra a Covid-19 e de realização de testes capazes de detectar a presença do novo coronavírus, afirmou nesta terça-feira o porta-voz da embaixada norte-americana no Brasil, Tobias Bradford.

“A partir de 8 de novembro, os viajantes que não residam nos Estados Unidos deverão estar totalmente vacinados (para ingressar no país). Eles deverão apresentar o comprovante de vacinação antes de embarcar para os Estados Unidos, pois as empresas aéreas verificarão o status de vacinação e o resultado dos testes de Covid-19”, disse Bradford ao detalhar a jornalistas as novas regras de ingresso nos Estados Unidos. A Casa Branca anunciou na segunda-feira (25) a atualização dos protocolos sanitários para admissão de estrangeiros a partir de 8 de novembro. As regras flexibilizadas estavam em vigor desde o início de 2020, devido à persistência da pandemia.

Os novos protocolos obrigam os visitantes a comprovarem que completaram o ciclo vacinal estabelecido pelas autoridades sanitárias brasileiras. Serão aceitos comprovantes digitais ou em papel, desde que emitidos por órgão oficial. O documento deverá conter o nome e a data de nascimento da pessoa que vai viajar, bem como as datas em que ela foi vacinada e o nome do imunizante aplicado. A exigência do ciclo vacinal completo não se aplica a crianças e jovens com menos de 18 anos de idade, cidadãos norte-americanos e residentes permanentes que estejam regressando aos Estados Unidos.

“Serão aceitas todas as vacinas que a FDA (do inglês, autoridade sanitária máxima dos EUA) aprovou ou autorizou que sejam usadas em caráter emergencial, bem como as autorizadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Isto inclui todas as vacinas que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou que sejam utilizadas no Brasil”, detalhou o porta-voz, esclarecendo que também serão consideradas completamente imunizadas aquelas pessoas que tomaram doses de vacinas diferentes.

Os interessados em ingressar nos Estados Unidos, incluindo quem tem menos de 18 anos, residentes permanentes e mesmo os cidadãos norte-americanos, também terão que apresentar resultado negativo para teste de detecção da Covid-19 realizado, no máximo, 72 horas antes do embarque – no caso de menores de 18 anos viajando sozinhos, o teste terá que ter sido feito, no máximo, 24 horas antes da partida.

O novo regramento prevê exceções. Quem têm alguma contraindicação médica, como alergia aos componentes das vacinas ou outras condições para as quais a imunização não é recomendada, poderá ser isentado de algumas exigências, em certas condições e desde que apresentem documentos e laudos médicos específicos. “O primeiro conselho a todos os brasileiros que vão viajar para os Estados Unidos é prestar atenção [às novas regras] e se comunicar com a companhia aérea com que vai viajar”, acrescentou Bradford, destacando que os protocolos se aplicam a todos os países alvos de restrições.

De acordo com o chefe da seção consular da embaixada, Antonio Agnone, caso alguém consiga embarcar mesmo não cumprindo a todas as exigências legais detalhadas no site da embaixada, será barrado ao chegar em território norte-americano. “Por isto, é importante que as pessoas lembrem de tirar todas as suas dúvidas com a companhia aérea com a qual vão viajar, pois as empresas já estão informadas e estão acostumados a verificar se a pessoa está apta a viajar.” Ainda de acordo com Agnone, as regras se aplicarão a todos os cidadãos brasileiros, incluindo autoridades públicas.

Quem já tem um visto de viagem válido poderá viajar a partir do dia 8 de novembro apenas observando os novos protocolos. Quem não tem o visto, deve agendar uma entrevista o quanto antes. A recomendação é que as pessoas evitem adquirir passagens para breve, pois a expectativa é que a procura seja grande e retarde a concessão da autorização para viagem. “Estamos fazendo todo o possível para aumentar a quantidade de pessoas atendidas diariamente, mas temos que pensar na saúde das nossas equipes e do público, atendendo de uma forma que respeite as regras sanitárias”, disse Agnone.

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