Covid: Banco Mundial aprova US$12 bi para países em desenvolvimento

Além de vacinas, financiamento inclui testes e tratamentos.

Internacional / 17:16 - 14 de out de 2020

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O Banco Mundial informou nessa terça-feira que seu conselho executivo aprovou US$ 12 bilhões em novos fundos para países em desenvolvimento com o objetivo de financiar a compra e distribuição de vacinas para Covid-19, assim como testes e tratamentos.

O plano de financiamento faz parte de um orçamento de US$ 160 bilhões em recursos totais que a instituição prometeu fornecer aos países em desenvolvimento até junho de 2021 para ajudá-los a combater a pandemia do novo coronavírus. A liberação dos recursos foi anunciada pela primeira vez pela Reuters no fim de setembro.

O Banco Mundial informou ainda que o programa de financiamento incluirá apoio técnico aos países destinatários para que possam se preparar para a distribuição de vacinas em larga escala, e que sinalizará às empresas farmacêuticas que haverá forte demanda e amplo financiamento para as vacinas da Covid-19 nos países em desenvolvimento.

Países europeus começaram a fechar escolas e cancelar cirurgias, indo muito além das restrições à vida social agora que autoridades sobrecarregadas enfrentam o ressurgimento da Covid-19 às vésperas da chegada do inverno.

A maioria das nações da Europa amenizou seus lockdowns (confinamentos) durante o verão para começar a reativar as economias já a caminho de retrações e cortes de empregos inéditos, resultantes da primeira onda da pandemia.

Mas a volta das atividades normais - de restaurantes cheios a novos semestres nas universidades - desencadeou um pico acelerado de casos em todo o continente.

Bares e pubs foram dos primeiros a fechar ou ser obrigados a encurtar o expediente nos novos confinamentos, mas agora as taxas de infecção crescentes também estão testando a determinação dos governos a manter as escolas abertas e os atendimentos de saúde não relacionados à Covid em funcionamento.

A República Tcheca, que tem o pior índice per capita europeu, trocou o ensino presencial pelo virtual e os hospitais começaram a suspender operações sem urgência para liberar leitos. Bares, restaurantes e clubes fecharam.

"Às vezes estamos à beira do choro, isso acontece com bastante frequência agora", disse Lenka Krejcova, chefe de enfermagem do hospital Slany, no noroeste de Praga, enquanto operários corriam pelos corredores para transformar uma ala geral em um departamento para pacientes infectados com o novo coronavírus.

Nesta quarta-feira, as autoridades de Moscou disseram que adotarão o ensino virtual para muitos estudantes a partir de segunda-feira, e a Irlanda do Norte anunciou um fechamento de duas semanas das escolas.

As grandes economias europeias da Alemanha, Reino Unido e França vêm resistindo à pressão para fechar as escolas, uma medida que criou transtornos para a força de trabalho durante os confinamentos de primavera, já que os pais tiveram que se dividir entre os cuidados com os filhos e o trabalho em casa.

A Holanda retomou um confinamento parcial nesta quarta-feira (14), fechando bares e restaurantes, mas manteve as escolas abertas.

As infecções europeias vêm se mantendo em uma média de quase 100 mil por dia, obrigando governos a adotarem uma variedade de restrições severas, e cada um deles tenta calibrá-las para proteger a saúde sem destruir os meios de subsistência.

 

Com informações da Agência Brasil, citando a Reuters

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