Covid: Brasil tem 713 mortes e 28.523 novos casos em 24h

País está bem posicionado para acesso a vacinas; para pesquisadora, acordos já assinados dão alternativas.

Conjuntura / 13:53 - 16 de out de 2020

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Desde o início da pandemia, o Brasil acumula 5.169.389 casos confirmados de Covid-19. Desse total, 89% dos pacientes se recuperaram da doença, 2,9% morreram e 8,1% se recuperaram. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira.

O Brasil registrou 713 mortes em 24 horas, elevando o total de óbitos para 152.460. Outras 2.360 mortes estão em investigação.

Já o número de diagnósticos positivos de Covid-19 teve o acréscimo de 28.523 em 24 horas. O número de pacientes recuperados chega a 4.599.446. Neste momento, 417.480 brasileiros estão em tratamento.

Balanço sobre os casos de Covid-19 divulgado na tarde de ontem pela Secretaria Estadual da Saúde demonstrou que o Estado de São Paulo se manteve abaixo das projeções feitas pelo Centro de Contingência do Coronavírus para a primeira quinzena do mês de outubro. O Centro projetava que, até ontem, o estado teria entre 1,10 milhão e 1,15 milhão de casos confirmados de Covid-19 e entre 38 mil e 39 mil mortes. Segundo o balanço divulgado esta tarde, o estado paulista soma 1.051.613 casos confirmados do novo coronavírus, com 37.690 mortes. Os números diários de mortes e de novos casos ainda são altos no estado, mas vem apresentando desaceleração. O número de pacientes internados em casos suspeitos ou confirmados de coronavírus atualmente soma 7.672 pessoas no estado, demonstrando também tendência de queda. Desse total de pacientes internados, 3.343 estão internados em estado grave. A taxa de ocupação de leitos de UTI é de 41,9% no estado e de 41,3% na Grande São Paulo.

Do total de casos diagnosticados no estado, 934.547 pessoas já se recuperaram da doença, sendo 115.107 delas após internação. Dos 645 municípios de São Paulo, todos eles registram ao menos um caso confirmado da doença e, em 582 deles, houve a notificação de ao menos uma morte.

Caso os testes clínicos em curso comprovem a eficácia das vacinas contra a Covid-19, o Brasil está bem posicionado para obter doses já no ano que vem, avalia a professora da Universidade Federal de Goiás (UFG) Cristiana Toscano, que integra o Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização (SAGE) da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A pesquisadora explicou que acordos já assinados pelo governo federal e pelo estado de São Paulo dão alternativas ao país, mas alerta que é preciso se apressar no planejamento para preparar os mais de 30 mil postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS).

No mês passado, o Brasil confirmou sua participação no consórcio Covax, organizado pela OMS para garantir acesso à imunização em todo o mundo. O fundo espera captar US$ 18 bilhões com o investimento de 80 países considerados autofinanciáveis, como o Brasil, para fornecer as vacinas para estes e mais 92 países que não teriam condições de fabricar ou comprar as doses. Com a adesão, o país vai investir cerca de R$ 2,5 bilhões e espera adquirir um portfólio que, até então, tem nove vacinas em desenvolvimento, para garantir a proteção de 10% da população até o final de 2021.

Em acordos bilaterais, o país contratou a transferência de tecnologia de uma vacina britânica e uma chinesa. O Governo Federal assinou acordo com os desenvolvedores da AstraZeneca e da Universidade de Oxford para que a Fundação Oswaldo Cruz nacionalize a produção da vacina, que está na última fase de testes clínicos em diversos países, incluindo o Brasil. A vacina de Oxford também é uma das nove vacinas que integram o portfólio do Covax.

Além disso, o governo do estado de São Paulo e o Instituto Butantan firmaram acordo para testagem e transferência de tecnologia para a produção nacional da vacina em desenvolvimento pelo laboratório chinês Sinovac.

Cristiana Toscano ressaltou que, devido à pandemia, os investimentos na produção precisaram ser antecipados, o que implica no risco de as vacinas não terem sua eficácia comprovada. Assim como os testes e os processos regulatórios, a pesquisadora destaca que o planejamento para fazer com que as vacinas cheguem aos postos também precisa ser agilizado desde o nível local até o nacional, porque há um horizonte de início da imunização nos primeiros meses do ano que vem.

"Não precisa esperar. Não tem um momento para falar 'agora vamos começar'. O agora é já. A gente está trabalhando com uma previsão otimista e esperançosa. Se, de fato, nessa avaliação preliminar de dezembro, essas vacinas demonstrarem eficácia e segurança, a previsão é que entre fevereiro e março, no mais tardar, seja de fato possível iniciar a vacinação. Estamos falando de um tempo bastante curto para preparar tudo para uma vacinação de tamanha escala e tremenda importância".

 

Com informações da Agência Brasil

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