CPI da Pandemia: 73% conhecem, dos quais 67% assistem

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, que investiga a atuação do governo no combate à Covid-19, já realizou 37 reuniões e funcionará por mais três meses a partir de agosto. Instalada oficialmente em 27 de abril, a CPI tem despertado cada vez maior interesse da população. De acordo com a pesquisa do Instituto DataSenado, 73% dos brasileiros sabem da existência da comissão, número maior do que o registrado em maio, 65%. Dentro desse percentual 67% afirmam estar acompanhando os trabalhos da comissão e, desse grupo, dois em cada três (66%) consideram que a criação da CPI foi “muito importante para o país”.

Segundo a Agência Senado, o presidente e o vice-presidente da CPI da Pandemia – os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), respectivamente – estão organizando as ações do colegiado que serão retomadas em agosto, logo após o fim do recesso parlamentar constitucional. Além da criação de núcleos para o tratamento de temas, como o que vai tratar das empresas que intermedeiam a aquisição de vacinas, os senadores pretendem se debruçar sobre os impactos das notícias falsas (fake news) no agravamento da epidemia de coronavírus.

O presidente da comissão informou que o planejamento prossegui ao longo desta segunda-feira. Já Randolfe adiantou que a CPI também vai se dedicar em agosto a investigações sobre os negócios e interesses envolvendo a empresa de logística VTCLog. Os parlamentares suspeitam de contratos firmados entre ela, o Ministério da Saúde e a Precisa Medicamentos.

O vice-presidente detalhou ainda que está prevista para acontecer entre os dias 26 e 29 de julho uma reunião virtual entre integrantes da CPI e juristas, a fim de embasar o relatório final da comissão. O responsável pela emissão do parecer definitivo é o senador Renan Calheiros (MDB-AL).

“A CPI está no caminho certo. Estamos descobrindo quem estava e está por trás de uma gestão completamente ineficaz no Ministério da Saúde em relação, especialmente, à pandemia, que já nos custou mais de meio milhão de vidas do povo brasileiro. Não vamos parar”, publicou Randolfe.

Não oficial

A Casa Civil não possui os registros, e-mails e atas de reunião referentes ao encontro agendado pelo ministro Luiz Eduardo Ramos em 10 de junho com executivos da indústria farmacêutica e os ministros Carlos França (Relações Exteriores), Marcelo Queiroga (Saúde), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) e Tereza Cristina (Agricultura).

As empresas em questão são a EMS e a Eurofarma, que são investigadas pela CPI da Pandemia por terem sido beneficiadas pelo Itamaraty na obtenção de insumos indianos para a produção de cloroquina, medicamento que não tem eficácia comprovada contra a Covid-19. Segundo o jornal O Globo, o presidente Jair Bolsonaro atuou em favor das empresas EMS e Apsen em um telefonema com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.

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