Foi aprovado na reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Enel, desta quinta-feira, na Câmara de Vereadores de São Paulo, requerimento de autoria do presidente da CPI, João Jorge (PSDB), solicitando que a empresa informe quais providências adotou ou irá adotar para recompor danos e reparar os prejuízos causados a 71 UBSs (Unidades Básicas de Saúde) afetadas pelo apagão ocorrido no último dia 3 de novembro.
O vereador explica no documento que tais unidades de saúde chegaram a ficar quatro dias sem energia, ocasionando a perda de 48.937 doses de vacinas, em decorrência da falta de eletricidade nestas UBSs por um período prolongado e que os prejuízos chegam a, pelo menos, R$ 900 mil, sem considerar a eventual perda das outras doses ainda em avaliação.
“Mais do que esse prejuízo financeiro é importante lembrar que nós acabamos de sair de um trauma que foram as mais de 700 mil vidas perdidas pela Covid-19 por conta da falta de vacina e agora pela ineficácia, despreparo e ausência de resposta rápida tivemos essa perda grande de quase 50 mil doses de vacina na cidade. Então é preciso que a empresa pague por esse prejuízo e que eles aprendam para que esta situação não se repita mais na nossa cidade”, afirmou o presidente da CPI.
Outro requerimento aprovado pelo colegiado, este de autoria do vereador Jorge Wilson Filho (Republicanos), convida o comandante do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Jefferson de Mello, para que ele informe a CPI sobre as experiências do Corpo de Bombeiros com a empresa Enel, principalmente em situações como as ocorridas no caos elétrico ocorrido no mês de novembro na capital.
“É de suma importância que esta Comissão posso ouvir um membro do Corpo de Bombeiros para que possamos ter a noção exata de como se dá esta integração da Enel com a corporação no que se refere, por exemplo, a questão das árvores energizadas ou aquelas que pegam fogo gerando risco a vida da população do entorno”, explicou Jorge Wilson.
Além destes, mais dois requerimentos também foram aprovados pela CPI, um de autoria do vereador Jorge Wilson e outro do vereador Ricardo Teixeira (União). Ambos solicitando à Enel São Paulo informações detalhadas sobre seu quadro funcional, manutenção da rede, poda de árvores e também se empresa possui um banco dados sobre quais domicílios possuem pessoas fazendo tratamento médico com o uso de equipamentos que precisam ficar ligados à energia elétrica, entre outros esclarecimentos.
O diretor-presidente da empresa, Max Xavier Lins, foi convidado a prestar depoimento na reunião desta quinta, mas acabou não comparecendo e enviou uma carta a CPI explicando que “em razão de compromissos pré-agendados” não poderia comparecer a reunião de hoje, mas ressaltou estar disponível a prestar esclarecimentos a Comissão já na próxima reunião, prevista para ocorrer na data de 14/12. A oitiva então foi prontamente reagendada pelo presidente da CPI, vereador João Jorge, para a próxima quinta-feira.
CPI
Instalada no dia 9/11, a CPI da Enel da Câmara Municipal de São Paulo tem o objetivo de investigar a atuação da Enel, concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica na capital paulista, principalmente após a demora no restabelecimento da energia na cidade após a tempestade ocorrida no dia 3 daquele mês que, na ocasião, deixou milhares de imóveis sem eletricidade por alguns dias na capital.
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