CPMF de Guedes é três vezes maior que a taxa Selic

De vez em quando, ministro incorpora o Beato Salu.

Acredite se Puder / 18:55 - 6 de ago de 2020

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Os membros do Congresso Nacional brasileiro são muito tolinhos, ou fingem-se de bobos para tirar vantagens. Porém, todo o povo está vendo que, por preguiça ou falta de criatividade, o ministro Paulo Guedes quer, por que quer, ressuscitar a famigerada CPMF, fácil de cobrar e ainda mais fácil de aumentar as alíquotas. Além de ser uma taxação cruel, como as torturas praticadas na Idade Média, nenhum país civilizado, como os Estados Unidos, a Alemanha, o Canadá, o Japão e o Reino Unido, cobram imposto sobre transação financeiras, pois têm impostos no formato do IVA, que unificam tributos sobre consumo, por vezes reunindo impostos federais, estaduais e municipais.

Paulo Guedes, no entanto, defende um “imposto pequenininho”. Agora vem com o tal “microimposto digital”, que tributaristas e economistas garantem: de micro não tem nada e se trata de uma nova versão da velha e criticada CPMF.

De vez em quando, Guedes incorpora o Beato Salu e, quando isso acontece, considera que todos estão errados, menos ele. Além de negar mais uma vez que o novo imposto seja a reencarnação da CPMF, o ministro culpa os sofridos brasileiros, alegando que inadequadamente, por maldade, por ignorância, falam que isso é a nova CPMF. Em vez de ficar cascateando, Guedes deveria desmentir os economistas que estão espalhando que o tal imposto não é tão micro assim, pois se comparado com a taxa básica de juros, mesmo em 2007, quando a alíquota chegou a 0,38%, ela correspondia a 3,15% da Selic, cuja média foi 12,05% naquele ano. Hoje, com a Selic em 2%, o microimposto tem peso muito maligno, ou seja, é 3 vezes maior que a taxa básica. Em sua volúpia arrecadadora, o Ministro da Economia pretende R$ 120 bilhões, o que representa percentual de 1,67% do PIB, contra 1,34% na arrecadação de 2007.

 

Wirecard causa prejuízos de 500 mi a 3 bancos

Apenas três dos maiores credores da Wirecard, dos 15 bancos que fazem parte do consórcio que emprestou 1,75 bilhão de euros a firma alemã de pagamentos divulgaram os resultados financeiros até ao momento. O Commerzbank e o grupo ING foram atingidos em 175 milhões de euros, quantia que representra metade do lucro obritdo no segundo trimestre. O ABN Amro Bank e o Landesbank Baden-Wuerttemberg têm, cada, uma exposição de 180 milhões de euros, enquanto o Barclays, o DZ Bank e o Lloyds Banking Group emprestaram cerca de 110 milhões de euros cada.

 

Analistas divergem sobre resultados do BB

Os analistas do Bradesco BBI, esperavam melhor desempenho do BB no trimestre, por considerar que a carteira de crédito da instituição não sofreu uma mudança de mix durante o trimestre, como as carteiras dos bancos do setor privados. Para os do Morgan Stanley, as provisões prejudicaram o resultado, em especial uma provisão feita para um cliente específico, mas o crescimento do crédito e das receitas foram fracos, res no ambiente desafiador deste ano. Os do Credit Suisse, no entanto, consideraram o resultado do trimestre como positivo dada às circunstâncias desafiadoras.

Em fato relevante, o BB comunicou ainda que seu conselho diretor aprovou o valor de R$ 1,3 trilhão em remuneração aos acionistas sob a forma de juros sobre o capital próprio (JCP) relativos ao primeiro semestre de 2020. O Banco do Brasil anunciou também que vai investir mais R$ 2,3 bilhões em tecnologia nos próximos três anos. Em paralelo à divulgação de resultados do segundo trimestre, também confirmou o lançamento de um plano para aportar recursos em novatas da tecnologia.

 

Morgan preocupado com dívida da Braskem

Em relatório, o Morgan Stanley afirmou que embora a liquidez não seja uma preocupação para a Braskem no momento, o índice de alavancagem, relação entre dívida líquida e Ebitda, demonstra excesso e deve permanecer em patamar elevado até 2022. Os índices de alavancagem estão atingindo um nível desconfortável, com a relação dívida líquida e Ebitda subindo para 8,5 vezes, consta no relatório do banco norte-americano.

 

Bradesco recomenda compra da BRF

Os analistas do Bradesco BBI recomendam a compra das ações da BRF, com o preço-alvo sendo elevado de R$ 25 para R$ 28, o que configura um potencial de valorização de 36%, enquanto os resultados do segundo trimestre do setor estão superando as estimativas.

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