CPMF não tem chances, diz Sescon-SP

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A volta da CPMF não será aprovada, na visão de quase metade dos 1,3 mil profissionais de contabilidade consultados pelo Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e de Assessoramento no Estado de São Paulo (Sescon-SP).

Segundo o resultado da enquete realizada durante os meses de abril e maio, a maioria dos entrevistados (45%) acredita que, se a CPMF voltasse, o tumulto seria geral, com movimentos de rua e paralisações.
– É um grande erro o governo insistir na recriação deste tributo, mesmo que com outro nome e sob quaisquer justificativas – avalia Márcio Massao Shimomoto, presidente da entidade. A CPMF foi extinta em 2008 e caso aprovada, pode vigorar até 31 de dezembro de 2019.
Segundo ele, “para alguns especialistas, dadas a urgência e gravidade da situação econômica do país, a criação de uma tributação sobre a movimentação financeira no estilo CPMF seria a única alternativa disponível para realizar o ajuste fiscal. No entanto, há cortes possíveis no orçamento que podem evitar a aplicação de mais este tributo na tão sobrecarregada carga tributária brasileira. Permitir a volta da CPMF seria um retrocesso para o país, além da sua já comprovada ineficiência para recompor as contas do governo”.
Ainda de acordo com a enquete do Sescon-SP, para 33% dos entrevistados será inevitável o contribuinte arcar com mais impostos. Segundo eles, a relutância do governo em reduzir a máquina administrativa de maneira significativa fará com que um novo tributo seja criado.
Outros 12% dos profissionais de contabilidade consultados acreditam que no último momento o governo encontrará outra saída que não seja a criação de mais um imposto ao contribuinte. E para a minoria (9%), a CPMF retornará por falta de alternativa mais viável.
O levantamento do Sescon-SP consultou mais de 1,3 mil associados e filiados no Estado de São Paulo durante os meses de abril e maio.

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