Credibilidade

A proximidade dos blecaute anunciado para breve pelo governo já inspira a verve dos brasileiros que, apesar de tudo, não perdem o bom humor. Abaixo, a coluna republica historinha que circula na Internet.
“Ao se apresentar a São Pedro nos portões do céu, um honesto homem viu uma
parede que se perdia no horizonte, coberta de enormes relógios, e
perguntou: “Qual é a utilidade de tantos relógios … não bastaria um?
São Pedro respondeu: “São os relógios da mentira, e eu preciso de muitos,
para fazer comparações. Todo mundo na Terra tem um relógio da mentira. A
cada vez que alguém mente, os ponteiros de seu relógio dão uma volta.
“Ah, é ?” disse o recém chegado “E de e quem é aquele relógio ali?”
“Aquele é o de Madre Teresa de Calcutá. Repare que seus ponteiros são
fixos, pois ela nunca mentiu”.
“E aquele outro, é de quem?”
“É o do Papa João Paulo II. Seus ponteiros estão quase sempre parados mas, de vez em
quanto, dão uma volta inesperada, que ninguém entende. Talvez seja devido
às mudanças de fusos horários, pois ele está sempre viajando ao exterior.”
“E aquele ali, que gira meio acelerado?”
“Aquele é o do presidente Fernando Henrique Cardoso.”
“E onde está o do José Mário Abdo, dessa tal de Aneel?”
“Ah, esse me tem sido muito útil, neste calor: mandei colocá-lo em minha sala, como ventilador de teto, para não gastar muita eletricidade com o aparelho de ar-condicionado”.

Sem segurança
Pesquisa apresentada em seminário sobre segurança na área de informática, realizado semana passada em São Paulo, constatou que 38% das empresas não têm política de segurança formalizada e que 80% delas pretendem aumentar os investimentos na área ainda este ano. A consciência, o orçamento e os recursos humanos são os principais obstáculos à implantação da política de segurança nas empresas brasileiras e contribuem para que 53% das empresas invistam menos de 5% do seu orçamento em Tecnologia de Informação (TI) em segurança. Outro dado significativo é que 52% das empresas informam que não têm plano de ação formalizado para o caso de ataques ou invasões à informação.

Alerta
Fernando Nery, presidente da Módulo, empresa especializada em segurança na área de informática, faz uma analogia entre o escândalo do painel do Senado Federal e a crise de segurança que pode ser gerada nas empresas. “Os senadores foram surpreendidos porque conviviam com o painel tendo a certeza de que ele era seguro, ou seja, de que os votos eram realmente secretos. Por isso, essa crise é didática e pode ser aproveitada pelos altos executivos que, na maioria das vezes acreditam possuir sistemas seguros que podem ter falhas, permitindo invasões e vazamento de informação”. Para Nery, 100% de segurança não existe em qualquer setor. “É hipocrisia da parte de quem afirma ter segurança 100%. Sempre se trabalha com redução máxima de riscos tendendo a zero; e as empresas precisam estar preparadas para responder aos questionamentos sobre segurança que podem ser levantados pela comunidade como um todo”.

Bola da vez
“Mais uma vez, FHC tem convivido com irregularidades e faz de conta
de que não é com ele. O governo já deveria ter demitido o ministro, até para
poder apurar a denúncia”. A dura crítica foi feita pelo presidente nacional do PT, deputado federal José Dirceu, para quem o presidente FH já deveria ter demitido o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, ex-proprietário da Metais Seridó S.A. (Metasa). A empresa recebeu R$ 6,6 milhões da Sudene e é acusada de entrar com apenas 44% da contrapartida desse valor. Para Dirceu, “não existe a menor condição de Bezerra permanecer no governo enquanto estiver sendo feita a apuração sobre o que aconteceu com o dinheiro público aplicado na Metasa”.

Oportunidade
O ministro da Defesa, Geraldo Quintão, depõe hoje às 14h na Comissão Especial da Câmara dos Deputados sobre a reformulação da legislação e a regulamentação da aviação comercial. Ótima chance para responder sobre o que as autoridades da área estão fazendo em termos de segurança nos aviões e as condições dos equipamentos de apoio ao tráfego nos aeroportos.

Fauna tucana
Pelo visto, não é só a vaca que vai para o brejo.

Tio Sam
Em entrevista à última edição eletrônica do Correio da Cidadania, o economista Reinaldo Gonçalves aposta na ascensão do sentimento antiamericano na América Latina para bloquear o projeto de criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). “A resistência crescente aos interesses e ideais dos Estados Unidos ocorrerá no futuro próximo, não somente na América Latina, mas também no resto do mundo. Há fortes razões subjetivas e objetivas para este sentimento”, prevê Gonçalves, que defende, como precondição para se tornar um player ativo da globalização, o Brasil faça “uma limpeza na sua diplomacia cortesã e ineficaz, reduza significativamente sua vulnerabilidade externa e implemente uma política externa independente”.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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