Credit Suisse ainda acredita que operadoras ficarão com Oi

Suíços não acreditam que Colônia Digital ganhe a disputa.

Acredite se Puder / 19:13 - 23 de jul de 2020

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

Os analistas do Credit Suisse continuam apostando que a Vivo, TIM e Claro serão as como as mais prováveis vencedoras na disputa pela Oi Móvel, pois não acreditam que a Highline será transformada numa operadora de celular, após ganhar o leilão. Em relatório, se baseiam na informação que a empresa norte-americana quer comprar a Oi inteira, da operação móvel à rede de fibra que vai virar a InfraCo e também a unidade de torres, pela qual já fez oferta de R$ 1,07 bilhão. Assim, seu plano não é se transformar numa operadora de serviços ao consumidor final, mas sim operadora de rede.

A ideia da controlada da Digital Colony é produzir um projeto inédito no Brasil, tornando a operadora neutra em todos os níveis. Bom, na realidade o plano dos norte-americanos é, rapidamente, se preparar para vender a rede móvel para as concorrentes em um leilão estruturado, em que um dos itens será o compromisso das compradoras de utilizarem a infraestrutura de torres, rádio e espectro da Oi Móvel.

 

O que vai acontecer para a Oi Oca?

Essa história da preferência da Oi pela proposta dos norte-americanos está um pouco sem nexo. Quais foram as vantagens obtidas pelos acionistas da futura Oi Oca com a exclusividade assumida com os norte-americanos. Porque a oferta deles somente será revelada quando terminar o prazo da preferência? E a anterior proposta do consórcio foi de quanto, o piso mínimo dos R$ 15 bilhões? As ações ordinárias da futura Oi Oca registraram alta de 17%, sem que houvesse motivo para tal, pois no fato relevante consta que o fundo que está por trás da negociação quer todos os ativos da operadora brasileira. Assim, sobrará um caixa que é menor que as dívidas e os credores rapidamente vão querer se ressarcir. E qual a explicação para a baixa de mais de 9% nas ações da TIM e de mais de 4% nas da Vivo?

 

Cyrela deitando e rolando na pandemia

Vender mais apartamento é culpa do coronavírus, mas vender ações de subsidiárias que nunca ninguém ouvir falar tem sido a distração principal dos membros do Conselho de Administração da Cyrela. Pouco tempo depois de anunciar o pedido para o registro para realizar a oferta pública inicial da Lavvy Empreendimentos e da Cury, a companhia voltou a fazer anúncio semelhante, desta vez que a solicitação foi da Plano & Plano, controlada pela incorporadora e atua, principalmente, no segmento de imóveis do Minha Casa, Minha Vida. A Lavvi Empreendimentos tem como controladores a Cyrela e a RH Empreendimentos Imobiliários, atuando no desenvolvimento de projetos no segmento médio e alto padrão na cidade de São Paulo. Já a Cury é uma joint venture entre Cyrela e a antiga Curi Engenharia e atua no segmento de baixa e média renda. Alguns analistas aconselham a companhia a parar de abrir capital de subsidiárias, pois daqui a pouco estarão todos cantando: uma Cyrela incomoda muita gente, três Cyrelas incomodam muito mais...

 

Helbor não manterá nível de geração de caixa

Os analistas do Bradesco BBI acreditam que a Helbor não conseguirá mais entregar os mesmos níveis de geração de caixa que registrava anteriormente, na faixa de R$ 100 milhões no segundo trimestre de 2019, pois está com um ritmo de construção mais forte. Assim, mantem a classificação de compra e elevaram o preço-alvo de R$ 3 para R$ 4,50 após incorporar os números operacionais do segundo trimestre. Para os do Itaú BBA, o resultado foi neutro, mas destacaram como positivo a queda do nível de cancelamento das vendas, que recuou 64%.

 

Dimed captou R$ 480 milhões

No follow on da Dimed, controladora da Panvel, e acionistas foram levantados R$ 1,04 bilhão, sendo R$ 480 milhões para a empresa e R$ 556,7 milhões para o Kinea Private Equity IV Master Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, Fundação Petrobras de Seguridade Social – Petros e pessoas físicas. A oferta foi via Bradesco BBI, BTG Pactual e Itaú BBA. A Dimed pretende usar os recursos para investimento em novas lojas; investimento em recursos de tecnologia da informação e investimento na infraestrutura de logística.

 

Movida: Itaú BBA espera resultados auditados

Os analistas do Itaú BBA acham que será necessário entender melhor como a composição de venda de carros usados impactou as margens da Movida. Acreditam que isso será esclarecido com a divulgação dos resultados auditados, mas consideraram os números positivos.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor