Credit Suisse vê luz no fim do túnel do Brasil

Economia cairá menos do que esperado, diz banco suíço.

Acredite se Puder / 17:41 - 16 de jul de 2020

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No relatório “Brasil: uma luz no fim do túnel”, os economistas do UBS se mostram otimistas e reduziram de 7,5% para 5,5% a projeção de queda para a economia brasileira em 2020. Tony Volpon e Fabio Ramos foram os responsáveis pelo estudo e, em primeiro lugar, apontam que as medidas de auxílio à população mais carente, ou o conhecido “coronavoucher”, estão sendo efetivas para dar suporte às famílias, sendo que a diferença entre salários e crédito versus consumo refletiu também o lado de restrições por parte da oferta, mas essa disparidade vem diminuindo, o que deve levar a uma recuperação do consumo.

Outro aspecto importante para os brasileiros é a forte recuperação da economia da China, a primeira a passar por maiores restrições por conta da pandemia, com o PIB do segundo trimestre registrando alta de 3,2% na comparação anual, após a queda de 6,8% nos três primeiros meses do ano. Os técnicos do banco suíço acreditam que isso terá reflexos no Brasil através de preços mais altos das commodities, maiores exportações líquidas e, eventualmente, uma moeda mais forte após a expressiva queda do real no primeiro semestre. Outro ponto favorável é a forte queda da Selic, com a taxa de juros básica da economia brasileira caindo para 2,25% ao ano, o que é uma importante contribuição para a continuidade da flexibilização das condições financeiras.

Os economistas destacam que a incerteza diminuiu após a forte alta em meio ao pico da pandemia do coronavírus e deve seguir em trajetória de melhora por conta de um ambiente político menos polarizado e uma agenda de reformas renovada. Apontam, todavia, que a incerteza diminuiu, mas ainda deve continuar em ppatamares elevados e a deterioração do mercado de trabalho e os baixos níveis de investimentos devem restringir uma melhora mais sustentável da economia à medida que o pior da pandemia passar. Apontam também para o debate em andamento sobre a extensão dos programas de auxílio emergencial e uma possível consolidação dos gastos sociais no programa Renda Brasil. Os resultados destes debates serão vitais para as perspectivas de crescimento, pois o Congresso deve ser capaz de “compensar” os déficits de curto prazo mais altos com reformas destinadas à consolidação fiscal de médio e longo prazo. Para 2021, os economistas preveem um crescimento de 3%, o que ainda deixaria o PIB em 97,6% do observado ao final de 2019.

 

Copel poderá lançar units

O Conselho de Administração da Copel aprovou o programa de certificado de depósito de ações, as units. O objetivo é melhorar a liquidez e permitir o desdobramento das ações. Com a autorização terá início a abertura de um “data-room” virtual para que nesse ambiente que sejam detalhadas as informações da empresa. O Conselho também aprovou a venda de 100% da participação da companhia em sua subsidiária integral Copel Telecomunicações, cujo processo de venda será analisado pelo Tribunal de Contas do Paraná. Os analistas do Credit Suisse lembram que a venda da unidade de telefonia já era esperada e avaliam essa unidade em R$ 1,9 bilhão. Sobre as units, viram a iniciativa como positiva. “A implementação de units deve ajudar na liquidez e governança, além de poder ser um trigger para a venda da participação de 24% possuída pelo BNDES.”

 

Caixa da Oi teve redução de R$ 105 mi

A Oi apresentou suas contas referente ao mês de maio, procedimento que é necessário As empresas dentro de processo de recuperação judicial são obrigadas a apresentar mensalmente suas contas. Por causa disso, a Oi revelou que, no mês de maio sua geração de caixa foi uma operação líquida negativa de R$ 113 milhões e os investimentos atingiram o patamar de R$ 591 milhões. O saldo final do caixa das recuperandas teve redução de R$ 105 milhões no período, chegando a R$ 4,75 bilhões.

 

UE investiga Siri, da Apple, e Alexa, da Amazon

Assistentes de voz como Siri, da Apple, e Alexa, da Amazon.com, estão no centro de uma investigação antitruste da União Europeia sobre como o Vale do Silício usa dados para ganhar controle em mercados em expansão. Reguladores da UE já veem sinais de que gigantes de tecnologia podem estar restringindo o acesso a dados ou fabricando produtos que não funcionam bem com os de outras empresas, disse a Comissão Europeia em comunicado divulgado na quinta-feira para anunciar a investigação sobre a chamada internet das coisas. “Uma vez que as grandes empresas usam seu poder, podem empurrar muito, muito rapidamente, os mercados para além do ponto crítico, onde a concorrência se transforma em monopólio”, segundo a comissária de defesa da concorrência da UE, Margrethe Vestager, em Bruxelas. “Se não agirmos a tempo, há um sério risco de que isso aconteça novamente com a internet das coisas.”

 

Difícil de entender

Qual o melhor para o consumidor: receber por prazo de até 12 meses o valor das passagens compradas entre 19 de março e 31 de dezembro de 2020 e canceladas em razão do agravamento da pandemia; ou receber um crédito, ao invés do valor em dinheiro, a ser utilizado por 18 meses?

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