Crédito de IR teve forte impacto no resultado da Cesp

Analistas mantêm a recomendação de compra e elevam preço-alvo para R$ 37.

Acredite se Puder / 18:06 - 18 de fev de 2020

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A Companhia Energética de São Paulo registrou lucro líquido de R$ 1,3 bilhão no último trimestre do ano passado. Esse resultado representou um aumento de mais de R$ 1,2 bilhão sobre os R$ 59 milhões obtidos em igual período do ano anterior. O principal motivo para o acréscimo foi o recebimento de créditos tributários do IR e da CSLL, no valor de R$ 1 bilhão. Para os analistas do Itaú BBA, os créditos fiscais provocaram uma surpresa positiva.

O interessante é que, apesar de reconhecer que este fator é não recorrente, não fizeram a menor referência ao que acontecerá no quarto trimestre deste ano, quando o lucro da geradora e transmissora de energia sofrerá um grande encolhimento. Porém, se fixaram no pagamento de R$ 606 milhões em dividendos relativos a 2019, o que representa payout de 52%, a ser pago em abril e outubro, mantendo a recomenda de compra e classificação de acima da média para as ações e elevaram o preço-alvo de R$ 34,67 para R$ 37, a nota “outperform” (acima da média) para o papal CESP3. O preço-alvo da ação passou de R$ 34,67 para R$ 37,00, o que significa possibilidade de alta de apenas 7%.

Os especialistas do Credit Suisse também ficaram entusiasmados com os resultados acima das estimativas. Afirmam que a companhia começou a usar os créditos fiscais, e como também não fizeram a menor referência, deixam os investidores confusos, sem saber se esse lucro que distorceu o resultado trimestral é ou não recorrente.

 

Guararapes teve resultado ligeiramente positivo

O lucro da Guararapes sofreu redução de 56,5% no último trimestre do ano passado e os analistas do Itaú BBA consideraram tal resultado como ligeiramente positivo, pois foram acima das expectativas, com a pesquisa da Bloomberg revelando que a maioria aguardava resultado na faixa de R$ 277 milhões. A divisão de varejo reportou crescimento no topo das projeções, embora com uma margem Ebitda ainda pressionada, mas o forte desempenho das vendas das mesmas lojas indica a continuação da tendência de recuperação do varejo. Pra o Itaú, a classificação continua acima da média do mercado, com objetivo em R$ 31.

 

Mais investidores lesados com bitcoins

A FCoin, fundada em maio de 2018, era uma bolsa de criptomoedas chinesa que introduziu um modelo controverso de mineração de taxas de transação, suspendeu a negociação e retirou fundos em sua plataforma depois que seu valor atingiu US$ 130 milhões. A FCoin se declarou insolvente e pode dar calote de até 13 mil bitcoins nos que acreditam em criptomoedas. De acordo seu fundador, Jian Zhang, a inadimplência não foi por conta de golpe com uma invasão, mas por questões internas relacionadas ao modelo de negócios de mineração por taxas de transação. Esse modelo permitia que a FCoin emitisse tokens FT para o público em troca de taxas de transação pagas pelos usuários. Primeiro, a plataforma iria reembolsar 100% do valor das taxas de transações em FT aos usuários; depois, pagar 80% da receita diária da corretora a partir das taxas de transações aos usuários. Assim, o calote foi resultado de erros no sistema da bolsa, que começou a distribuir mais recompensas por bloco a usuários do que deveria.

Pitoresco, a novidade agora é confessar o autocalote.

 

Analistas divergem sobre Multiplan

Os analistas do Credit Suisse viram os resultados da Multiplan como bastante positivos, e os do Itaú BBA, apenas ligeiramente positivos. As duas equipes concordam que a ação está acima da média, sendo que o preço-alvo do banco suíço é R$ 39,50 e do brasileiro é R$ 38,70.

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