Crédito é o meio de pagamento mais usado e Pix, o mais seguro

Segundo o Banco Central, meio digital criado em 2020 respondeu por 39% das transações financeiras no ano passado

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Pix (Foto: Marcello Casal Jr./ABr)
Pix (Foto: Marcello Casal Jr./ABr)

A tecnologia nos pagamentos vem se democratizando e ganhando relevância entre os brasileiros. Estudo encomendado pelo Buscapé mostrou que o cartão de crédito ainda é o meio preferencial nas compras em geral (51%), mas o Pix aparece em segundo lugar (38%) na categoria compras online e, em terceiro lugar (25%) quando se tratam de compras físicas. Além disso, o Pix é percebido como mais seguro (29%) pela maior parte dos entrevistados.

Segundo a pesquisa, a decisão entre os diversos meios de pagamento é tomada com base na facilidade (27%), segurança (18%), desconto à vista (16%), cashback (12%), parcelamento (10%), taxas (9%) e juros (8%).

Por fim, a segurança é um fator que aparece com frequência entre os respondentes, e 83% acreditam que os pagamentos digitais são seguros ou muito seguros.

A pesquisa foi realizada por meio da QuestionPro, nos dias 25 e 26 de março, e contou com 1.515 participantes de diferentes regiões do país.

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Segundo dados das Estatísticas de Pagamentos de Varejo e de Cartões no Brasil do Banco Central, divulgados na terça-feira, o Pix concentrou 39% das transações financeiras em 2023. A modalidade, que apenas no ano passado movimentou mais de R$ 17 trilhões, também segundo o BC, teve seu uso acrescido em 75%.

Além disso, a edição do primeiro trimestre de 2024 do Estudo Consumer Pulse realizado pela TransUnion apontou que um terço dos brasileiros diz já ter usado o método de pagamento Compre Agora, Pague Depois (BNPL, por sua sigla em inglês), que os golpes do Pix contra brasileiros cresceram e que há uma preocupação generalizada com o impacto da inflação nas finanças pessoais.

Entre os destaques analisados na edição, vale apontar que 31% dos entrevistados brasileiros afirmaram já ter usado o BNPL como forma de pagamento graças à facilidade em uso no momento da compra. Esse dado reforça a importância para o negócio de oferecer uma experiência de qualidade para o consumidor. A facilidade de contratação do meio de pagamento influenciou a decisão do consumidor, sendo tão relevante quanto fatores como taxas de juros.

Outro ponto de destaque do estudo refere-se aos esquemas de fraude aos quais a população brasileira tem sido alvo. Entre os brasileiros, 29% dos entrevistados disseram ter sido alvo de tentativas de fraude online, por e-mail, telefone ou mensagens de texto no primeiro trimestre. Desses, 6% afirmaram ter sido vítimas. Entre aqueles que disseram ter sido alvo, 29% relataram ter sido por meio do golpe do Pix, um aumento de cinco pontos percentuais em relação ao quarto trimestre de 2023.

“Como último dado de destaque para a população brasileira, é possível evidenciar que há uma preocupação crescente com a inflação. Apesar de a expectativa de aumento de gastos em compras em lojas físicas ou online ter crescido em 2%, totalizando 31% dos entrevistados, e 32% deles afirmarem que pretendem solicitar aumento no limite de seus cartões de crédito, o brasileiro está cada vez mais preocupado com o aumento dos preços devido à inflação”, diz o levantamento.

Os principais gastos com aumento de preço considerados mais preocupantes são compras de mercado (75%), despesas médicas (51%) e contas fixas (50%). Dentre as preocupações envolvendo as finanças domésticas, 30% dos consumidores experienciaram inflação nas mercadorias do dia a dia, um aumento de 1% com relação ao período anterior.

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