Crepúsculo

A revista inglesa The Economist, em artigo sobre “O crepúsculo da economia sul-americana” estima em US$ 20 bilhões o fluxo de investimentos para o Brasil este ano. É melhor a publicação especializada se atualizar: até o Banco Central do Brasil já admite que o dinheiro vindo do exterior não chega a US$ 16 bilhões.

Coração
Com um exemplar do coração artificial Jarvik 2000 Heart na bagagem, o médico norte-americano O. H. Frazier, especialista em implante de coração, está hoje e amanhã no Rio para fazer palestra sobre sua técnica. A convite do Hospital Cardiotrauma Ipanema, Frazier vai assistir hoje, às 14h30, uma cirurgia do médico Ricardo Miguel Francisco. Às 17h falará sobre “O Coração artificial totalmente implantado”, no Centro de Estudos do Cardiotrauma (R. Farme de Amoedo, 86 – Tel.: (21) 2525-1900). Amanhã o especialista do Heart Institute Houston – Texas fará palestra com tema “Técnicas de cirurgia na insuficiência cardíaca congestiva”, às 12h45, em simpósio satélite durante o 18º Congresso de Cardiologia da Sociedade de Cardiologia do Rio de Janeiro, no Hotel Intercontinental.

Em alta
O setor de instrumentos musicais no Brasil deve passar de um faturamento de US$ 100 milhões, em 1992, para quase US$ 300 milhões, este ano, informa Synésio Batista da Costa, presidente da Abemúsica (Associação Brasileira da Música), que reúne fabricantes, importadores, lojistas e escolas de música. “O produto brasileiro vem adquirindo grande visibilidade e se tornando competitivo no mercado externo. Marcas como Fritz Dobbert, Staner, Rmv, Ciclotron, Sabra-Som, Orion Cymbals e outras são consumidas em Estados Unidos, América Latina e Europa. O setor vem se ampliando a cada ano e deve ter crescimento de 6,5% em relação ao ano passado com expectativa de faturamento de US$ 298 milhões”, prevê Batista. Apesar da boa aceitação no mercado exterior, a balança comercial do setor é altamente desfavorável ao Brasil. As exportações ano passado somaram US$ 6,5 milhões, contra importações de US$ 35,7 milhões. Este ano, até maio, as vendas ao exterior somaram US$ 1,4 milhão e as compras bateram em US$ 7,5 milhões.

Cartão vermelho
Partiu do ex-craque Diego Maradona o último petardo contra o ainda presidente da Argentina, Fernando de la Rúa. Em entrevista concedida em Cuba ao canal América TV, Maradona pediu a De la Rúa que “acorde da “siesta” muito longa” em que se encontra. “De la Rúa está dormindo uma “siesta” muito longa. Por isso, peço que saia da sesta e faça todo os esforços possíveis para que as coisas melhorem. Um país é como uma partida de futebol. Se não chegamos ao gol adversário, é preciso fazer mudanças”, comparou.

Informação errada
Os publicitários poderiam adicionar a seus anúncios, além da criatividade, uma pequena dose de português correto. Propaganda de um jornal do Rio sugere que o leitor “economize nos kilowatts (sic)”. Se tivessem o trabalho de olhar no Pequeno Dicionário da Língua Portuguesa, distribuído há poucos anos pelo próprio jornal, ou em qualquer outro dicionário, descobririam que a palavra se escreve com “qui” – como quilômetro, quilograma etc. Para alguns jornais que adoram destacar “pérolas” de redações de vestibulandos, seria bom começar a olhar o próprio umbigo.

Alta rotatividade
A dica vem do ramo musical: com os últimos desdobramentos da crise no Senado, a mais nova dupla a aportar no mercado será O Roto&O Esfarrapado. Formada por ACM e Jader Barbalho, deve garantir o primeiro lugar nas paradas até enfrentar a concorrência de outra bem mais forte: FH&EJ, esta com estréia prevista para o início da campanha eleitoral, quando será mais conveniente à plutocracia midiática-financeira jogar pesos mortos ao mar.

Prioridades
A elevação da taxa básica de juros (Selic) para 19% ao ano elevará em quase R$ 2,5 bilhões a dívida pública mobiliária (títulos em poder do mercado financeiro). Com esse ervanário, dava para o Planalto ajudar os estados a pagarem melhor a suas polícias, evitando as rebeliões que têm assustado ao país. Mas como tucano vive cercado por segurança particular e não pode ver um pobre banqueiro chorando…

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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