Cresce número de compras e pesquisas de preços via dispositivos móveis

Fazer compras e pesquisar preços por dispositivos móveis já é realidade para 76% dos brasileiros, segundo pesquisa realizada pelo Zoom, site comparador de preços e produtos, em parceria com a Consumoteca, com cerca de 30 mil pessoas. Em relação ao comportamento mobile, o estudo mostra que apenas 24% destes consumidores nunca compraram ou pesquisaram preços utilizando um destes aparelhos. Em 2014, essa porcentagem era de quase 40%.
A pesquisa revela também que cresceu o número de pessoas que possuem aplicativos de comparadores de preço em seus smartphones (de 28% em 2014 para 35% dos entrevistados em 2016). Entre os respondentes que possuem aplicativo, o uso deste na loja física para comparação de preços continua tendo um papel muito relevante, já que 65% afirmam ter esse comportamento, tal como em 2014. Além disso, 86% consideram que o smartphone está sempre mais próximo do que o computador, reforçando a necessidade da incorporação de uma experiência mobile completa.
Em relação ao fechamento da compra, 50% destes respondentes afirmaram que efetivam a compra no momento da pesquisa de preço, independentemente do dispositivo que estejam usando – número 61% superior ao aferido em 2014. Enquanto a efetivação da compra por meio dos utensílios cresceu, o comportamento de pesquisar primeiramente no smartphone e depois fechar a compra no computador está em queda, diminuindo de 45% em 2014 para 36% dos entrevistados neste ano.  
– A mobilidade deixou de ser o ponto mais forte do smartphone ou tablet, pois esses aparelhos estão sempre mais próximos do consumidor. Por esse motivo, o aplicativo não tem que estar pautado apenas pela localização ou por outros atributos ligados fortemente à mobilidade. O que o usuário quer é ter a mesma experiência que o site oferece – avalia Thiago Flores, diretor-executivo do Zoom.

Dois em cada cinco brasileiros abrem mão de  privacidade ao instalar novo aplicativo
Outro levantamento, realizado pela Kaspersky Lab, revelou que uma parte significativa dos usuários de smartphones no Brasil estão instalando aplicativos em seus dispositivos sem entender as possíveis consequências deste ato. De acordo com o resultado do estudo, quase 40% dos consumidores brasileiros não ligam para o contrato de licença do aplicativo ao instalá-lo no celular. Sendo que quase 15% não leem as mensagens de instalação desses programas. Em outras palavras, clicam em “avançar” e “aceito” sem saber o compromisso que está assumindo – é como assinar um contrato sem ler suas cláusulas.
O estudo “Você tem conhecimentos cibernéticos?” perguntou a 18.507 consumidores globais sobre seus hábitos na internet e descobriu que um número alarmante de usuários expõe sua privacidade e os dados armazenados em seus telefones a ameaças virtuais. Isso ocorre, principalmente, pela instalação de aplicativos em seus dispositivos móveis sem qualquer segurança.
Quando os usuários não leem os contratos de licença, nem as mensagens durante o processo de instalação, eles não têm conhecimento do contrato que estão aceitando. Alguns aplicativos  podem afetar a privacidade do usuário, iniciar a instalação de outros programas ou até alterar a configuração do sistema operacional de um smartphone de maneira legal, pois o usuário autorizou (sem saber) estes acessos durante o processo de instalação.
O questionário também mostrou que quase 40% dos brasileiros podem estar em risco, pois não têm “conhecimentos cibernéticos” suficientes para limitar as permissões dos aplicativos ao instalá-los. A pesquisa detalhou que 12% deles não fazem restrição às ações que os aplicativos podem realizar em seus aparelhos, 20% dão permissão aos aplicativos quando solicitados – mas esquecem rapidamente disto, enquanto 6,7% acham ser impossível alterar essas permissões.  Quando as permissões do aplicativo ficam em branco, o mesmo pode acessar de forma legal os dados pessoais e privados contidos nos dispositivos móveis, desde informações de contatos, até fotos e dados de localização.
Ao comentar sobre esses resultados, David Emm, pesquisador-chefe de Segurança da Kaspersky Lab, ressalta o perigo ao colocar informações pessoais sobre si mesmo e de outras pessoas, como contatos e mensagens privadas, nos dispositivos sem protegê-las.
– Isso pode transformar seus dispositivos em um falso amigo digital. Por não tomarem as devidas precauções ao instalar um app, muitos usuários permitem que seus aplicativos invadam sua vida privada, tenham acesso ao material armazenado nos dispositivos, além de conferir permissão para instalar aplicativos indesejados, alterando seus dispositivos desde o momento da instalação. Com esta pesquisa, queremos ajudar os consumidores a terem mais cuidado com seus produtos digitais, para dessa forma protegê-los dos perigos digitais.

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