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Cresce número de inadimplentes que creem conseguir quitar dívidas

Para 92%, estar endividado impacta negativamente na vida em geral; 53,8% das dívidas negativadas em agosto foram recuperadas em até 60 dias no Sudeste

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Dinheiro (foto de Marcello Casal Jr., ABr)
Dinheiro (foto de Marcello Casal Jr., ABr)

Os brasileiros enfrentando situação de inadimplência estão demonstrando uma notável mudança de perspectiva em relação às suas dívidas. Segundo a pesquisa “Raio-X dos Brasileiros em Situação de Inadimplência” de 2023, conduzida pela MFM Tecnologia e pelo Instituto Locomotiva de 11 a 22 de setembro, 39% dos brasileiros inadimplentes agora acreditam com certeza que conseguirão quitar suas dívidas, um expressivo aumento em comparação aos 25% registrados em 2022.

A pesquisa também revela um aumento do incômodo com o endividamento, com 92% dos entrevistados declarando que o fato de estar endividado impacta negativamente em suas vidas de forma geral. Esse dado representa um avanço de 9 p.p. em relação ao ano passado (83%). O percentual que afirma que as dívidas afetam o seu estado emocional chegou a 91% em 2023, ante 84% em 2022. A parcela que diz que o endividamento tira o seu sono subiu de 81% para 86%. Agora, 88% também afirma que essa condição impacta a sua autoestima, índice superior aos 81% registrados no ano passado. Segundo o estudo, 84% declaram que as dívidas impactam sua felicidade, ante 82%.

O cartão de crédito é a fonte de dívidas para 60% dos brasileiros inadimplentes em 2023. Esse percentual representa um aumento de 4 pontos percentuais em relação ao ano passado, quando 56% deles declararam ter dívidas na modalidade. Em 2021, esse índice estava em 49%.

A pesquisa mostra ainda que também cresceu a parcela de inadimplentes com dívidas com bancos e financeiras, de 40% para 43% entre 2022 e 2023. Por outro lado, caiu de forma expressiva a parcela dos que afirmam estar em débito com telefonia nos últimos três, de 32% em 2021 para 16% em 2022, atingindo 14% neste ano.

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A falta de planejamento e perda de emprego seguem como os principais motivos para inadimplência percebidos pelos brasileiros. O percentual de inadimplentes que afirmam não ter planejado bem as finanças cresceu de 29% para 36%, enquanto a parcela dos que declaram ter perdido o emprego passou de 31% para 34% entre 2022 e 2023.

Também cresceu a percepção de “má influência” sobre a vida financeira vinda das redes sociais. Em 2022, 16% dos endividados apontaram as redes sociais como quem mais incentiva a ter um mau comportamento financeiro; neste ano, o índice aumentou para 23%. Já a parcela que apontou que os programas de TV são os responsáveis caiu de 21% para 13%

Já de acordo com o Indicador de Recuperação de Crédito da Serasa Experian, 53,8% das contas negativadas em agosto no Sudeste foram regularizadas ou renegociadas por consumidores inadimplentes em até 60 dias após o mês de referência, com destaque para o estado de Minas Gerais (60,3%).

No cenário nacional, o percentual foi de 57,6% de pagamentos, o menor de 2023 até agora, e o recorte por setores revelou que utilities, que engloba contas com água, energia e gás, recebeu a maior taxa de pagamentos (63,7%).

Em relação ao valor desses compromissos financeiros, débitos superiores a R$ 10.000 marcaram o maior percentual de quitações (67,0%), enquanto aqueles entre R$ 2.000 e R$ 10.000 tiveram o menor (50,0%).

No ranking por unidades federativas do Indicador de Recuperação de Crédito da Serasa Experian, o Paraná conquistou o primeiro lugar, com 71,8% dos encargos pagos em até 60 dias após a negativação em agosto. Em seguida estavam Ceará, Sergipe, Rio Grande do Sul e Acre nas colocações iniciais.

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