Cresce o número de ataques de ransomware nos últimos anos

Mais de 70% das organizações estão preocupadas com a superfície de estrago e mais de 40% acreditam que situação está fora de controle.

Recente relatório divulgado pela Verizon – desenvolvido com o apoio da brasileira Apura Cyber Intelligence – aponta que os cibercriminosos têm como principal alvo atacar empresas em busca de dados sigilosos e até mesmo credenciais de funcionários para exigir resgates em troca da não divulgação ou devolução dos dados intactos.

Chamado de ransomware, este tipo de ataque com o efetivo vazamento de dados e prejuízo para as empresas teve um crescimento de 13% apenas em 2021. Foram 5.212 vazamentos no período, sendo que, se somados os últimos cinco anos anteriores, o crescimento foi de 25%.

Ransomware é um malware que ao infectar o sistema da vítima encripta os arquivos de forma a torná-los inacessíveis. Os criminosos responsáveis pela infecção do sistema só liberam a chave de desencriptação que possibilitará o acesso a esses arquivos mediante o pagamento do valor exigido por eles.

Porém, o total de ataques foi muito maior no período, alertam os especialistas, já que nem todos são registrados e nem todas as vítimas realizam o pagamento pelo resgate das informações.

Ainda segundo o relatório, são quatro os principais caminhos que podem levar a um ataque de ransomware: roubo de credenciais que permitem acesso, phishing, que é quando um site, link ou aplicativo falso é enviado e acessado, abrindo a brecha para o ataque, exploração de vulnerabilidade e Botnet, que são robozinhos que invadem sistemas. Oitenta e dois por cento dos ataques são ocasionados por erros humanos, seja pelo uso inadequado da internet ou por erros não calculados.

Estudo da Trend Micro sobre a preocupação das organizações globais com os ataques cibernéticos e os desafios do gerenciamento de risco mostra que três quartos (73%) das empresas estão preocupadas com o crescimento da superfície de ataque. Mais de um terço (37%) dos entrevistados afirma que ela é “confusa e está em constante evolução”, e mais de dois quintos (43%) acreditam que ela está “fora de controle”.

Quase dois terços (62%) disseram que os pontos cegos prejudicam a segurança, com maiores dificuldades nos ambientes de nuvem. Nas organizações globais, a percepção é que os desafios são multiplicados. Entre os entrevistados, 65% afirmaram que ser uma empresa internacional, com várias jurisdições, dificulta o gerenciamento da superfície de ataque. No entanto, um quarto (24%) ainda está mapeando seus sistemas manualmente e 29%, regionalmente, o que pode criar mais silos e lacunas de visibilidade.

O estudo também revelou que mais da metade (54%) das empresas acredita que seu método de avaliação da exposição ao risco não é suficientemente sofisticado.

A pesquisa da Sapio Research, realizada em abril de 2022 sob encomenda da Trend Micro, ouviu, ao todo, 6.297 tomadores de decisão (3.138 tomadores de decisão de TI e 3.159 tomadores de decisão de negócios) em 29 países: Reino Unido, Bélgica, República Tcheca, Holanda, Espanha, Suécia, Noruega, Finlândia, Dinamarca, França, Alemanha, Suíça, Áustria, EUA, Itália, Canadá, Taiwan, Japão, Cingapura, Austrália, Índia, Polônia, Hong Kong, Malásia, Filipinas, Indonésia, México, Colômbia e Chile.

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