Cresce uso de Banco24Horas durante a pandemia

Levantamento realizado pela TecBan, administradora do Banco24Horas, revela que o valor médio de dinheiro sacado no terceiro trimestre de 2020 cresceu cerca de 18%, em comparação ao mesmo período de 2019. O balanço considera os mais de 23 mil caixas eletrônicos distribuídos pelo país. Mesmo com algumas restrições, no auge da pandemia, o comércio considerado essencial (postos de combustível, farmácias e supermercados) e a distribuição dos auxílios emergenciais mantiveram a procura pelo dinheiro aquecida. Já no final do trimestre, a retomada da maioria dos setores da economia e a reabertura do comércio aceleraram essa demanda.

Estabelecimentos comerciais como supermercados e drogarias, considerados essenciais e que não tiveram o funcionamento interrompido, registraram crescimento médio de 5% das transações no 3T20, em relação ao mesmo período de 2019. A alta nestes setores é ainda mais acentuada nas regiões Norte e Nordeste (média de 7,7%), com predominância mais forte nas áreas de moradia das classes C, D e E.

O levantamento também mostrou um aumento no número de transações em regiões de classes C, D e E, em todo o Brasil. Em média, o crescimento chegou a 3,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse percentual é ainda mais acentuado no Norte e Nordeste, regiões que acumularam alta de 4,6%. Cerca de 64% dos saques mensais no Banco24Horas, em todo o território nacional, são realizados nos caixas eletrônicos localizados em regiões de consumidores dessas classes sociais.

Já levantamento da Akamai Technologies encomendado à Cantarino Brasileiro com mais de mil correntistas de diversos bancos brasileiros, em média, cada usuário tem conta em 2,3 instituições e hoje, 43% dos entrevistados possuem conta em algum banco digital, mais que o dobro dos 18% em 2019. Os bancos digitais são a conta principal de 14% dos entrevistados em 2020.

Segundo o estudo, 75% dos usuários se sentem seguros em suas instituições bancárias. Mas, ao mesmo tempo, os dados indicam que ainda há espaço para melhorias, sobretudo quando cada vez mais clientes verificam e estão cientes de questões relacionadas à cibersegurança e ao vazamento de informações.

Cerca de 57% dos usuários verificam eventos de vazamento de dados ou falhas de segurança nas instituições mesmo antes de abrir uma conta, mais ainda para os bancos digitais.  Além disso, para 33% dos entrevistados é fundamental para a escolha de uma instituição financeira que a mesma nunca tenha sofrido vazamento de informações. Porém, ainda há uma grande parcela, cerca de 43%, que não se preocupa com este tipo de procedimento. Essa parcela é maior entre mulheres e na classe C. Para 54% dos entrevistados, o uso de biometria de dedo, face ou mão aumenta a sensação de segurança nas transações financeiras em canais digitais. Já para 42%, são as certificações de segurança.

Por outro lado, muitos consumidores (39%) ainda não usam serviços financeiros ofertados por empresas de fora do setor, há mesmo aqueles que afirmam sequer considerar a alternativa (7%). Entre os pesquisados, 29% já são adeptos de e-wallets ou carteiras virtuais.

Para 40%, as tarifas são o principal critério para escolha de um banco, um número que aumenta entre os usuários de bancos digitais. Com 34%, o segundo critério mais importante é justamente a mobilidade – ou a capacidade de acessar serviços em qualquer lugar. 68% dos entrevistados usam os aplicativos de bancos como a principal forma de acessar suas contas. É o mais utilizado entre os jovens, com ensino superior e usuários de bancos digitais. Internet banking é o mais utilizado por 47%.

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