Cresce venda de carne de frango aos Emirados e Arábia Saudita

Japão, entretanto, foi o principal importador em janeiro; segundo IBGE, abate de bovinos e suínos cresceu no quarto trimestre de 2023

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Abate de frangos (Foto: EBC/arquivo)
Abate de frangos (Foto: EBC/arquivo)

As exportações de carne de frango para os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita cresceram em janeiro em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com informações divulgadas ontem pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). As vendas externas totais no período, contudo, foram menores em volume e em valor em comparação com janeiro de 2023.

Segundo a entidade, o Japão foi o principal importador de carne de frango do Brasil em janeiro, com embarques somando 40,1 mil toneladas, em alta de 6,4% sobre janeiro de 2023. Segundo maior comprador, os Emirados Árabes importaram 38,7 mil toneladas, com aumento de 7,5% em relação a janeiro do ano passado. A China, terceiro maior comprador, importou 38,4 mil toneladas, em queda de 36,2% na mesma base de comparação. No quarto lugar entre os clientes, a Arábia Saudita expandiu suas compras em 7,9%, para um total de 34,9 mil toneladas.

Em nota divulgada pela associação, o diretor de Mercados da ABPA, Luís Rua, afirmou que “apesar do quadro complexo em torno do Mar Vermelho, as nações do Oriente Médio seguem em destaque, com altas significativas nas importações”. Ainda segundo os números da ABPA, no consolidado de janeiro, as exportações somaram 404,9 mil toneladas, em queda de 3,8% em volume exportado. Em valores, os embarques no período somaram US$ 683,6 milhões, com retração de 20,2% em comparação com janeiro de 2023.

Já de acordo com a estatística da produção pecuária, divulgada hoje pelo IBGE, o abate de bovinos no Brasil cresceu 19,9% no quarto trimestre de 2023, na comparação com o mesmo período do ano passado. O de suínos teve aumento de 0,8% enquanto o de frangos recuou 2,3% na mesma comparação. Já na comparação com o terceiro trimestre de 2023, o único avanço foi no abate de bovinos (1,3%) enquanto o de suínos e de frangos apresentaram quedas de 3,5% e 3,2%, respectivamente. Os resultados completos e os dados para unidades da federação serão divulgados em 14 de março.

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A pesquisa mostra ainda que o total de cabeças bovinas abatidas no quarto trimestre foi de 9,05 milhões. O abate de suínos registrou 14,11 milhões de cabeças enquanto o de frangos, 1,53 bilhões.

A produção de carcaças de bovinos foi de 2,41 milhões de toneladas no quarto trimestre de 2023, representando um crescimento de 18,0% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e de 1,1% frente terceiro trimestre de 2023.

Já o peso acumulado das carcaças suínas registrou 1,30 milhão de toneladas no quarto trimestre de 2023, aumento de 1,5% em relação ao quarto trimestre de 2022 e redução de 5,6% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.

No abate de frangos, o peso acumulado das carcaças foi de 3,19 milhões de toneladas no quarto trimestre de 2023. Esse total significou decréscimos de 4,1% em relação ao mesmo período de 2022 e de 3,8% frente ao trimestre imediatamente anterior.

Ainda segundo o IBGE, a aquisição de leite cru, feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária federal, estadual ou municipal, foi de 6,43 bilhões de litros. O valor correspondeu a um aumento de 1,8% em comparação ao volume registrado no quarto trimestre de 2022 e incremento de 3,2% em comparação ao obtido no trimestre imediatamente anterior. E a aquisição de couro tem aumento de 17,5% no ano e de 3,6% no trimestre Os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro, que efetuam curtimento de, pelo menos, 5 mil unidades inteiras de couro cru bovino por ano, declararam ter recebido 9,15 milhões de peças inteiras de couro cru bovino no quarto trimestre de 2023. Essa quantidade representa um acréscimo de 17,5% em comparação à registrada no mesmo período de 2022 e aumento de 3,6% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

A produção de ovos de galinha foi de 1,05 bilhão de dúzias no quarto trimestre de 2023. O resultado representou estabilidade em relação ao mesmo período do ano anterior e queda de 1,0% em comparação ao terceiro trimestre de 2023.

Com informações da Agência IBGE de Notícias e da Agência de Notícias Brasil-Árabe

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