Crise hídrica e inflação são focos de atenção no mercado interno

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Ministro da Economia, Paulo Guedes (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)
Ministro da Economia, Paulo Guedes (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

O mercado interno amanhece nesta quinta-feira com as atenções voltadas para o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do mês de julho, a expectativa é de que o indicador traga um saldo líquido positivo em relação à criação de empregos pelo sétimo mês consecutivos, evidenciando maior atividade econômica. Outro foco do mercado está na crise hídrica, após o ministro da Economia, Paulo Guedes, questionar “Qual o problema de a energia ficar um pouco mais cara por causa da crise hídrica?”. Na agenda de hoje temos a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) no período da tarde, e leilão de títulos prefixados e LFT por parte do Tesouro. A lei que confere autonomia ao Banco Central deve voltar a ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia de hoje. Com o mercado externo pessimista, pode-se esperar pressão negativa na Bolsa e positiva no Dólar, principalmente com a questão da crise hídrica e a expectativa do reajuste da bandeira vermelha 2, deverá exercer maior pressão inflacionária, o que já vem acontecendo. As discussões sobre o pagamento de R$ 90 bilhões em precatórios até o final de 2022 e a reforma do imposto de renda também estão no radar dos investidores. Outro ponto relevante, levantado pelo estrategista de investimentos Renan Sujii, é de que a retomada do crescimento econômico promovida pelo avanço da vacinação poderá ser prejudicada caso não ocorra melhora da perspectiva em relação à crise hídrica. Na manhã de hoje o índice futuro Bovespa negociava em leve queda de 0,65% e o dólar comercial negocia em alta de 0,51% em relação à abertura.

No cenário externo temos os índices futuros de Nova Iorque e Bolsas europeias operando em baixa, com exceção da Down Jones. Os juros dos Treasuries operam em alta, assim como o DXY que também opera em leve alta, indicando valorização do dólar frente a outras seis divisas mais relevantes, em movimento contrário à sessão de ontem. Às 7h20, nos mercados futuros, o Dow Jones tinha viés de alta de 0,02%, o S&P 500 cedia 0,09% e o Nasdaq recuava 0,21%. Na Europa, a Bolsa de Londres caía 0,44%, a de Paris recuava 0,45% e a de Frankfurt se desvalorizava 0,67%. O rendimento da T-note de dois anos subia a 0,241%, ante 0,234% no fim da tarde de ontem, enquanto o da T-note de 10 anos, estava a 1,350%, de 1,342%, e o do T-bond de 30 anos a 1,955%, ante 1,954%. O índice DXY mostrava leve alta de 0,05%, a 92,868 pontos. O euro recuava levemente a US$ 1,1774, de US$ 1,1769 no fim da tarde de ontem, e a libra se enfraquecia a US$ 1,3745, de US$ 1,3762 ontem. Na Ásia o cenário também é negativo, com a maior parte das Bolsas fechando no vermelho no pregão de hoje, após elevação dos juros feito pelo Banco Central da Coreia do Sul, indicando início de redução de estímulos monetários adotados devido à pandemia da covid-19. O índice sul-coreano Kospi recuou 0,58% em Seul, interrompendo três pregões de ganhos. Na China continental, o Xangai Composto caiu 1,09%. Em Hong Kong, o Hang Seng se desvalorizou 1,08%. Já o índice japonês Nikkei, puxado por ações dos setores aérea e ligado a chips, subiu 0,06% em Tóquio. Na Oceania, o S&P/ASX 200 caiu 0,54% em Sydney. Às 7h23, o dólar subia a 110,14 ienes, de 110,04 ienes no fim da tarde de ontem.

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Yuri Pasini

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Trader Mesa Câmbio do Travelex Bank

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