A vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, foi inocentada nesta terça-feira no caso conhecido como “dólar futuro”. Segundo o jornal Pagina 12, Por unanimidade, os três magistrados – Ana María Figueroa, Daniel Petrone e Diego Barroetaveña -, da Câmara de Cassação, consideraram que o laudo pericial realizado com quase cinco anos de atraso demonstrou que não houve dano ao Estado e, portanto, nenhum julgamento é necessário contra Kirchner e outros ex-funcionários de seu governo.
Cristina Kirchner e outros réus no caso foram acusados de cometer suposta fraude, no final de seu mandato presidencial em 2015, nos contratos de compra de dólares no futuro, instrumento jurídico de política monetária, e que fez com que o Banco Central perdesse cerca de 55 bilhões de pesos (cerca de R$ 3 bilhões na cotação atual).
O voto mais duro foi a da desembargadora Figueroa que detalhou, passo a passo, como o desembargador Claudio Bonadio evitou que os réus se defendessem, negou-lhes até cópia do processo, não fez a perícia elementar para apurar se houve ou não dano ao Estadual, protegia funcionários do PRO e tinha cobertura das instâncias superiores do Tribunal Comodoro Py. Figueroa também descreveu a arbitrariedade de que o dólar-futuro era uma operação do Banco Central, entidade autônoma, e ainda assim o processo servia para acusar, sem qualquer responsabilidade no BCRA, a ex-presidente e o ex-ministro da Economia. Segundo o Pagina 12, o objetivo todo era ter as fotos de ambos no banco dos réus.
Em sua defesa à Justiça, em março, Kirchner afirmou que o caso “foi manipulado” pelo clamor eleitoral e falou em perseguição política.
Segundo a decisão da Câmara, a causa do futuro em dólares foi mais um exemplo no uso da justiça para a perseguição política.
Da redação com jornal Pagina 12 e Opera Mundi

















