Crivella é eleito prefeito do Rio

Rio de Janeiro / 17:42 - 30 de out de 2016

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Bispo licenciado da Igreja Universal, o senador Marcelo Crivella (PRB) venceu a disputa para a prefeitura do Rio de Janeiro. Com 88,08% das urnas apuradas, Crivella atingiu 59,07% dos votos válidos e não pode ser mais alcançado por Marcelo Freixo (PSOL), que tem 40,93%. Essa é a terceira vez que Crivella disputa a prefeitura carioca. Engenheiro civil, com pós-graduação na Universidade de Pretoria, em Joanesburgo, África do Sul, também concorreu ao governo estadual em 2006 e 2014. Começou a trabalhar aos 14 anos como auxiliar de escritório e foi taxista. Ficou oito anos no Exército, foi professor universitário e servidor público. Com 59 anos, Crivella nasceu na capital fluminense e é filho único de pais católicos. Em 2002, foi eleito para o Senado com mais de 3 milhões de votos. Foi reeleito para o período 2011 a 2019. No governo de Dilma Rousseff, foi ministro da Pesca e Aquicultura. O político publicou contos de cunho religioso e um livro sobre projeto que torna produtivas terras abandonadas pelo Governo Federal, na cidade de Irecê (BA). Casado com Sylvia Jane há 36 anos, é pai de três filhos e tem dois netos. Crivella chegou a ser considerado um dos principais intérpretes do gênero gospel no Brasil, com cerca de 16 álbuns musicais gravados. Até o momento, as abstenções representam 26,96% dos votos (1.160.633). Somadas aos votos brancos (130.652) e nulos (504.387) superam o total de votos recebidos pelo primeiro colocado. Crivella obteve 1.482.136 de votos. Para um candidato ser eleito, são contabilizados os votos válidos. Com o resultado, Crivella se torna o sexto senador a se eleger prefeito durante o exercício do mandato desde a redemocratização do país, em 1985. Crivella repete o feito de Saturnino Braga (RJ), que também foi eleito prefeito pelos cariocas em 1985. Além deles, integram o grupo Guilherme Palmeira (AL), eleito em Maceió em 1988; Amazonino Mendes (AM), que venceu em Manaus (AM) em 1992; Ernandes Amorim (RO), vitorioso em Ariquemes (RO) em 1996; e Duciomar Costa (PA), eleito em Belém em 2004. Três senadores suplentes também obtiveram sucesso em disputas para prefeituras enquanto ocupavam o cargo no lugar dos titulares. Em 2004, Renildo Santana (suplente de Maria do Carmo Alves) elegeu-se prefeito de Itabaianinha (SE). Em 2000, Agnelo Alves (suplente de Fernando Bezerra) conquistou a Prefeitura de Parnamirim (RN). Já em 1996, José Bonifácio (suplente de Leomar Quintanilha), venceu em Tocantinópolis (TO). Desde a redemocratização do país, 30 senadores e 4 suplentes em exercício se arriscaram nas urnas em eleições municipais. Marcelo Crivella é o único que se candidatou mais de uma vez, tendo lançado seu nome em 2004, 2008 e 2016. Entre os vencedores, apenas Guilherme Palmeira voltou ao Senado, posteriormente, em 1990, tendo cumprido metade do mandato de prefeito, renunciou para disputar as eleições parlamentares e teve sucesso. Outro fato singular foi a eleição de 2004, a única em que dois senadores disputaram a mesma prefeitura: em Belém, Duciomar Costa venceu Ana Júlia Carepa no segundo turno. Curiosamente, o pleito de 2016 repetiu o primeiro dessa série histórica, em 1985, com senadores candidatos apenas nas duas maiores cidades: São Paulo e Rio de Janeiro. Naquela ocasião, Fernando Henrique Cardoso e Saturnino Braga foram os nomes; desta vez, foram Marta Suplicy e Marcelo Crivella. Assim como em 1985, apenas o candidato carioca venceu. TSE registra 309 ocorrências e 88 prisões durante votações no país O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou 309 ocorrências e 88 prisões durante o período de votação neste domingo. Na maioria dos casos, a Justiça Eleitoral flagrou cabos eleitorais fazendo propaganda para candidatos, a tradicional "boca de urna". De acordo com os dados, nenhum candidato foi preso. Em todo o país, foram registradas 224 ocorrências pelo crime de boca de urna. Somente no Rio de Janeiro foram registradas 24 prisões. Em seguida, aparecem os estados do Rio Grande do Sul (17) e Espírito Santo (10). No Ceará, houve 143 casos de propaganda irregular, mas as ocorrências não terminaram em prisão dos acusados e 15 registros por tentativa de compra de votos. O segundo turno das eleições municipais ocorre neste domingo em municípios de 20 estados do país. Mais de 32 milhões de eleitores voltam às urnas para a escolha de prefeitos e vice-prefeitos. A votação terminou às 17h maioria das cidades. Por causa do horário de verão, nos municípios de Roraima, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia o pleito termina às 19h, pelo horário de Brasília. Com informações da Agência Brasil e da Agência Senado

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