Crivella inelegível até 2026 por abuso de poder político

Decisão foi por unanimidade no TRE-RJ, sessão foi realizada nesta quinta.

Rio de Janeiro / 17:23 - 24 de set de 2020

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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) tornou o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) inelegível por oito anos, por abuso de poder político. A sessão realizada nesta quinta-feira (24) foi continuação do julgamento iniciado na última segunda-feira (21), que foi interrompido por pedido de vista do desembargador recém-chegado Vitor Marcelo Rodrigues, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro no final do mês passado, havia pedido vistas do processo.

Com o voto favorável ao do relator, dado logo no início da sessão, o resultado ficou em 7 x 0 contra o prefeito do Rio, condenado pela realização de um evento político ocorrido em 2018, quando funcionários públicos foram levados em carros oficiais.

Crivella foi acusado de abuso de poder político e conduta vedada por conta de um evento realizado na Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb), em 2018, com funcionários da companhia, no qual o seu filho, Marcelo Hodge Crivella, foi apresentado como pré-candidato a deputado federal (embora não tenha ganho). A ação apresentada pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) e pelo PSOL levou em consideração os fatos de veículos oficiais terem sido utilizados, de terem sido pedidos votos para o filho do prefeito e do próprio Crivella ter agradecido ao presidente da Comlurb por ajudar seus candidatos, destaca o G1.

O prefeito também foi condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 106 mil. A condenação à inelegibilidade pelos próximos oito anos conta a partir de 2018.

A prefeitura se manifestou em nota, adiantando que o prefeito vai recorrer da decisão, alegando conflito de interesse entre um dos desembargadores que participou da votação e a empresa Lamsa, concessionária da Linha Amarela.

"O prefeito Marcelo Crivella vai recorrer da decisão, e estuda um pedido de anulação da votação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), visto que um dos desembargadores, Gustavo Alves Pinto Teixeira, votou, mas é, ao mesmo tempo, advogado da Lamsa - a concessionária contra a qual o prefeito luta na Justiça para pôr fim ao preço exorbitante do pedágio na Linha Amarela. O advogado Gustavo Teixeira havia se declarado impedido de votar, mas mudou de posição, apesar do conflito de interesses entre a sua cliente, Lamsa, e o prefeito. Cabe destacar que o prefeito Crivella não está, de forma alguma, impedido de disputar as eleições, e vai concorrer à reeleição", diz a nota.

 

Com informações da Agência Sputnik e da Agência Brasil

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