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domingo, janeiro 24, 2021

Crítica ideológica

A acusação de que o Itamaraty está sendo guiado por uma política ideológica não resiste a argumentos concretos. Sobre uma orientação anti-estadunidense que afastaria o Brasil do maior mercado do mundo, por exemplo, o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, secretário-geral do Itamaraty, argumenta com números: “O aumento da presença da China no mercado americano fez com que, no período de 1999 a 2006, nas importações americanas, a participação do Canadá caísse de 19% para 16,9%; a do Japão, de 12,8% para 7,9%; a da Alemanha, de 5,3% para 4,9%; a da França, de 2,5% para 2%”, enumera, em entrevista à Folha. “Ao contrário”, continua, “a participação do Brasil cresceu de 1,1% para 1,4%, refletindo o aumento de nossas exportações de US$ 10 bilhões para US$ 24 bilhões.

Negócios à parte
Samuel Pinheiro Guimarães também mostra que uma política externa à altura do Brasil não está dissociada – muito pelo contrário – dos lucors: “O comércio entre o Brasil e a Venezuela passou de US$ 880 milhões em 2003 para US$ 4,1 bilhões em 2006. Empresas brasileiras fazem grandes investimentos e constroem hidrelétricas, linhas de metrô, pontes, represas e sistemas de irrigação na Venezuela.”

Bob recomendou
Finalmente, o secretário-geral do Itamaraty coloca um ponto final na acusação de que estaria obrigando a leitura de livros por ele selecionados para impor sua visão ideológica. Vale ler o depoimento de um ex-embaixador brasileiro nos EUA sobre o livro de Ricardo Bielschowsky: “Erudito, objetivo e correto. Pensamento Econômico Brasileiro é referência indispensável, por sua análise balanceada e percuciente das controvérsias ideológicas da época”, atestou Roberto Campos, que, no Governo João Goulart, serviu em Washington.

Brasileiro
Começa nesta quarta-feira a semana “Dez Anos  Sem Darcy Ribeiro” com a inauguração da exposição fotográfica mostrando a trajetória pessoal e política do sociólogo ao longo de sua vida; seguida de palestra de um de seus grandes amigos e auxiliares, o escritor e jornalista Eric Nepomuceno, um dos signatários da Carta de Lisboa juntamente com Darcy e o próprio Leonel Brizola. A exposição e a palestra serão na sede nacional da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP), na Rua do Teatro 39 – ao lado do Teatro João  Caetano, Praça Tiradentes, no Centro do Rio de Janeiro.

Portas abertas
Nesta quinta, o novo presidente da OAB/RJ, Wadih Damous, e o presidente da Comissão de Direitos Humanos da entidade, João Tancredo, abrirão o Encontro OAB de Portas Abertas, no Rio. Para os dois dias de evento estão sendo esperadas mais de 40 entidades, para debater temas como reforma agrária e urbana, trabalho, saúde, educação e criminalização da pobreza.

Energia
Entre os dias 7 e 9 de março, o Rio será a sede do My Transfo, evento sobre o setor de energia, mais especificamente a área de transformadores. Promovido pela Terna Participações e pela Sea Marconi, reunirá especialistas internacionais na área de engenharia elétrica, química e economia. O evento acontecerá no Centro de Convenções da Bolsa do Rio (Praça XV, 20, Centro).

Segunda divisão
Diante do crescente distanciamento entre o crescimento do Brasil e o dos demais integrantes dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China), o país de Lula está mais para nação submergente do que para potência emergente. Emergente, como sabem até os estagiários de economia, é o país que cresce quase dois dígitos ao ano por períodos prolongados.

Terceira divisão
Enquanto o Corinthians, seu time do coração, não lhe proporciona novas alegrias, o presidente Lula tem se consolar com as goleadas sobre o único que sua equipe econômica consegue vencer: o Haiti. Em 2006, pelo segundo ano consecutivo, o produto interno bruto (PIB) do Brasil só cresceu mais do que a emergente potência da América Central.

Bases do Leblon
Acompanhado de um casal de amigos, o senador Mão Santa (PMDB-PI) visitou, sábado à noite, suas bases na Academia da Cachaça, no Leblon, a cerca de 3 mil quilômetros do Piauí.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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