CTA lança parceria para iniciar processo de adequação à LGPD na OABRJ

Objetivo é aumentar a segurança prevenindo incidentes em relação à exposição de informações sobre os advogados inscritos na entidade.

Empresas / 01:22 - 16 de set de 2020

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O escritório de advocacia CTA fechou parceria com a empresa Future Technologies para a atualização dos sistemas internos da OABRJ em conformidade com as diretrizes da LGPD. As ações já foram iniciadas e preveem toda a capacitação técnica e educacional, gratuita, da Seccional, seus sistemas e equipe à Lei aprovada em agosto. Os profissionais à frente do convênio já atuam em dezenas de projetos no Brasil e fora dele, em empresas dos mais variados portes e segmentos.

A ideia, segundo Maria Luciana Souza, sócia do CTA na área de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações e diretora e conselheira da Seccional, é aumentar a segurança, prevenindo incidentes em relação à exposição de informações sobre os advogados inscritos na OABRJ, conforme vem sendo feito por entidades públicas e privadas atendidas pelo escritório de advocacia. Pelo país, a tendência também se confirma: os Tribunais de Justiça de Santa Catarina e da Bahia já iniciaram movimentação para se adequar desde antes à aprovação da LGPD. Enquanto o TJ catarinense já nomeou o DPO (sigla em inglês para Data Protection Officer), o TJ baiano criou um grupo de trabalho na tentativa de se evitar as sanções previstas.

Outros sócios do CTA, Rafael Pistono e Raphael Dutra Campos, estarão à frente da coordenação e desenvolvimento da iniciativa, enquanto a Future Technologies fará a parte de Tecnologia da Informação do projeto. “O CTA contribuirá com a expertise e o programa de conformidade, sob o ponto de vista jurídico, protegendo informações, não só dos inscritos na Ordem como também de seus parentes, quando se leva em conta que engloba a CAARJ e outros braços da Seccional, que possuem dados de dependentes de planos de saúde, por exemplo”, explica Pistono.

Já Campos reforça que, embora tenha este nome, a LGPD foi feita justamente para proteger as pessoas. “Este movimento visa a confidencialidade dos dados. Tudo que envolve essa Lei constitui em um tripé: indivíduos, processos e tecnologia, fazendo com que a OABRJ eleve o nível de maturidade nesses três pilares”, completa.

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