O governo de Cuba acusou nesta quarta-feira (6) os Estados Unidos de realizar “execuções extrajudiciais” em águas do Mar do Caribe e do Oceano Pacífico, no contexto de operações militares contra embarcações suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas.
Em mensagem publicada nas redes sociais, o ministro cubano das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parrilla, afirmou que as ações das forças armadas norte-americanas representam “uma grave violação do direito internacional e dos direitos humanos” e que mantêm “uma ameaça permanente à paz, segurança e estabilidade na América Latina e no Caribe”.
Rodríguez acusou diretamente o governo do presidente Donald Trump de promover ataques que resultaram na destruição de mais de uma dúzia de barcos e na morte de mais de 60 pessoas. Segundo o ministro, tais ações seriam justificadas sob o pretexto da luta antidrogas, mas configurariam “terrorismo de Estado”.
O chanceler cubano também criticou o uso “indiscriminado e ilegal” da força por parte de Washington e afirmou que o país “não lida com as raízes do tráfico de drogas ilícitas e é o principal mercado de narcóticos do mundo”. Ele acrescentou que “o dinheiro dos traficantes é lavado com impunidade e com a cumplicidade de vários de seus políticos”.
Fonte: Europa Press
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