Curupira

Assessor de Política Fiscal e Orçamentária do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Lucídio Bicalho compara a política econômica brasileira ao Curupira – personagem do folclore brasileiro cuja a cabeça aponta para a frente enquanto os pés são virados para trás. “Se, por um lado, a política fiscal deveria ter o papel de aumentar a taxa de investimento do país e gerar empregos, por outro, a política monetária do Banco Central – baseada em metas de inflação – eleva a taxa de juros e, consequentemente, aumenta o custo do investimento e desaquece a economia”, salienta Bicalho.

E são as melhores…
As 100 “Melhores Empresas para Trabalhar – Europa 2010” cresceram em média à elevada taxa de 15,4% no ano passado, mas o aumento na contratação de pessoal foi de apenas 2,2%. O resultado, óbvio, foi um aumento de produtividade de 12,9%. A Microsoft conquistou, pelo terceiro ano consecutivo, a primeira posição no ranking. Conduzida pelo Great Place to Work, a edição 2010 contou com a participação de 1.300 companhias e de 293.911 funcionários que responderam ao questionário (de um total de 1,6 milhão), de 17 países europeus.

Resultados desconhecidos
Os resultados do primeiro relatório de avaliação do Programa de Subvenção Econômica da Finep não foram satisfatórios. A avaliação ainda não consegue responder se o Programa tem sido eficaz para aumentar os investimentos privados em P&D. Segundo o diretor-geral da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec), Roberto Nicolsky, o “último relatório avaliou apenas 27 projetos entre anos de 2006 e 2007, com base em informações fornecidas pelas próprias empresas, sem uma auditoria externa”.
A Protec espera que em nova análise, que será aprimorada seja possível, obter as informações de todos os 319 projetos que foram aprovados nesses dois anos, os resultados alcançados, além de uma relação dos nomes das empresas avaliadas, que já foram beneficiadas, no período, em R$ 573,1 milhões sem reembolso”, afirma. Muitos projetos têm duração de 24 a 30 meses e ainda não atingiram resultados completos.

Rio exportação
Dar assistência a empresas de pequeno porte para acesso ao mercado internacional é o mote do programa Primeira Exportação no Estado do Rio de Janeiro, que a Secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico e a Secex lançam na próxima sexta no auditório do Banco do Brasil, no Centro. Serão feitas a seleção e a avaliação da capacidade de internacionalização das empresas fluminenses, pesquisas de mercado e até adequação de produto e processos, como embalagem, rótulo, cores, tamanho, preço e padronização, além de apoio à promoção comercial. O empresário que quiser participar do lançamento pode se inscrever pelo telefone 0800 5700800 ou pelo site www.sebraerj.com.br

Rio limpo
Os investimentos que a Cedae fará visando aos Jogos Olímpicos de 2016 serão detalhados nesta quarta-feira pelo presidente da companhia de saneamento do Rio de Janeiro, Wagner Victer, em palestra na sede do Sindicato dos Engenheiros e Arquitetos (Seaerj, Rua do Russel, 1, Glória).

Rainha
Terceiro colocado no ranking de vendas/m² e sétimo entre os supermercados do Brasil que mais aumentaram sua comercialização levando em conta o espaço da loja, o Supermercado Ilha da Princesa, em Ilhabela, São Paulo está investindo R$ 300 mil em expansão. Com um sistema de cobertura metálica Roll-on, da Marko, o estabelecimento ficará com área total superior a 1 mil m² até o fim deste ano.

Mais com o mesmo
Caso as projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) se confirmem, a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas do Brasil chegará a 146,5 milhões de toneladas este ano, valor recorde, quebrando a marca anterior, de 145,9 milhões de toneladas, registrada em 2008.
Sócio-diretor da BDO, José Osvaldo Bozzo, no entanto, salienta que o número seria atingido mais pelo aumento da capacidade produtiva do agronegócio do que pela expansão das terras cultivadas: “Estamos falando em 47,3 milhões de hectares utilizados, apenas 0,1% a mais do que no ano anterior”, compara. Ou seja, embora a produtividade no campo continue a crescer, a área cultivada mantém-se constante ou até em queda, como em anos anteriores.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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