Custo China

A medida em que os salários melhoram na China, fábricas migram para países vizinhos com custo trabalhista ainda menor. Matéria da revista BusinessWeek mostra que no Vietnã os salários estão na casa de US$ 100 por mês, um terço dos pagos na China.

Modernidade x trevas
Ao expor seu incômodo com políticas desenvolvimentistas, a pré-candidata do PV a presidente da República, senadora Marina Silva, atribuiu sua posição ao fato de aquele paradigma estar associado ao século XX, em contraponto a sua proposta de desenvolvimento de baixo carbono. Noves fora o caráter genérico do modelo defendido pela senadora, por enquanto, mais próximo de slogan do que de um programa de governo, Marina poderia explicar, dentro dessa linha evolucionista, em que século localizaria a admiração do professor Eduardo Gianetti pelo Governo Pinochet. Um dos principais coordenadores do programa econômico da candidata verde, Gianetti qualifica o truculento general chileno como “um désposta esclarecido”.

Metodologia
A ressalva de Gianetti de que sua admiração por Pinochet restringe-se à gestão econômica nos anos de paz dos cemitério do Chile nos diz mais sobre a relação entre os neoliberais e a democracia que dez discursos furibundos de seus críticos. Como sabe qualquer aprendiz de economista ou sociólogo, apenas um regime baseado na tortura, na ausência de qualquer liberdade democrática e no fascismo poderia impor a uma sociedade polarizada como era a chilena nos anos 70 medidas como a previdência privada compulsória, redução de direitos trabalhistas, privatizações selvagens.

Comissão
A Associação dos Empregados da Eletrobrás (Aeel) distribuiu esta semana carta em que cobra do presidente do Conselho do Eletros, fundo de pensão da estatal, respostas de uma comissão que está analisando suposto prejuízo causado à fundação por um investimento equivocado. A carta – assinada também por diversos sindicatos, como o dos Economistas, o dos Administradores, o dos Engenheiros, o das Secretárias e o dos trabalhadores em energia (Sintergia) – cita nota publicada por este MM, que denunciava um prejuízo estimado em R$ 60 milhões em um fundo de pensão estatal, perdas provocadas por uma aplicação de hedge. Só para esclarecer, a notícia do MM não citava o Eletros.

Afogado em taxas
A concessionária Águas de Niterói iniciou este mês a cobrança pela utilização de recursos hídricos. A nova facada no bolso do consumidor é amparada pela Lei Estadual 5.234/08 e pelo Decreto 41.974/09. São mais 0,47% na conta (de água e esgoto) para “proteção e recuperação das bacias hidrográficas do Rio de Janeiro”. A mordida é apenas o início, já que o decreto autoriza percentual de até 2% sobre o valor do consumo. O que cria um problema jurídico: e o cliente que consome menos do que o valor mínimo estabelecido (15m³), vai pagar por uma fictícia utilização de recursos hídricos?

Aliás
O Estado do Rio de Janeiro é campeão nacional de taxas e impostos, com carga tributária de 35,9%. Um feito iniciado com Marcello Alencar e seguido por Garotinho, Rosinha e Sérgio Cabral.

Jogar a toalha
Presidente da Assembléia Legislativa do Rio, Jorge Picciani deve se render à realidade e desistir da candidatura ao Senado e disputar a reeleição.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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