Cesta básica aumentou em 14 capitais em fevereiro e diminuiu em 13

No mês, preço no Rio apresentou alta de 1,15% em relação a janeiro. Em 1 ano, preços subiram em 5 municípios e caíram em 12.

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Cesta básica (Foto: divulgação)
Cesta básica (Foto: divulgação)

Em 2024, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) firmaram parceria para acompanhamento dos preços da cesta básica de alimentos, como contribuição à Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e à Política Nacional de Abastecimento Alimentar.

Um dos frutos da parceria é a ampliação da coleta de preços de alimentos básicos de 17 para 27 capitais brasileiras. Os resultados da Pesquisa nas 27 capitais começaram a ser divulgados em agosto de 2025.

O valor do conjunto dos alimentos básicos aumentou em 14 capitais e diminuiu em outras 13 onde o Dieese, em parceria com a Conab, realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos.

Entre janeiro e fevereiro de 2026, as principais altas ocorreram em Natal (3,52%), João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Aracaju (1,85%), Vitória (1,79%), Rio de Janeiro (1,15%) e Teresina (1,07%). São Paulo foi a capital em que o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 852,87), seguida por Rio de Janeiro (R$ 826,98), Florianópolis (R$ 797,53) e Cuiabá (R$ 793,77).

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Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 562,88), Porto Velho (R$ 601,69), Maceió (R$ 603,92) e Recife (R$ 611,98).

No acumulado do ano, ou seja, entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, 25 cidades tiveram alta e duas, queda. As maiores elevações ocorreram no Rio de Janeiro (4,41%), em Aracaju (4,34%) e Vitória (3,98%). Florianópolis (-0,47%) e Brasília (-0,30%) foram as capitais com variação negativa no período.

A comparação do custo de fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026, possível apenas nas 17 capitais com série histórica completa, mostrou que os preços subiram em cinco municípios e diminuiu em 12. Destacam-se as altas em Porto Alegre (2,22%), Rio de Janeiro (1,48%) e Vitória (1,43%). As reduções foram observadas em Brasília (7,80%) e Natal (-4,89%).

Rio de Janeiro – Em fevereiro de 2026, o preço da cesta básica do Rio de Janeiro apresentou alta de 1,15% em relação a janeiro. A cesta custou R$ 826,98 e foi a segunda mais cara entre as capitais pesquisadas. Na comparação com fevereiro de 2025, o valor aumentou 1,48%; e, no ano, 4,41%.

Entre janeiro e fevereiro de 2026, sete dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços médios: feijão preto (8,82%), tomate (7,97%), batata (3,97%), leite integral (1,89%), manteiga (1,01%), pão francês (0,89%) e carne bovina de primeira (0,71%). Outros seis itens apresentaram queda de preço: banana (-3,51%), café em pó (-2,27%), açúcar refinado (-1,93%), farinha de trigo (-1,82%), arroz agulhinha (1,48%) e óleo de soja (-0,38%).

No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas elevações em seis dos 13 produtos: carne bovina de primeira (6,87%), pão francês (6,09%), café em pó (5,47%), tomate (5,10%), banana (1,90%) e batata (1,43%). Os itens que tiveram diminuição de preços foram: arroz agulhinha (-28,88%), feijão preto (-24,79%), açúcar refinado (-11,90%), farinha de trigo (-9,33%), leite integral (-7,05%), manteiga (-2,76%) e óleo de soja (-0,38%).

No ano, ou quando se compara o custo da cesta entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, quatro produtos registraram alta: tomate (70,81%), feijão preto (4,83%), carne bovina de primeira (3,70%) e pão francês (2,52%). Os seguintes alimentos apresentaram queda de preço: banana (-9,03%), óleo de soja (-7,77%), açúcar refinado (-6,65%), café em pó (-4,94%), batata (-3,50%), arroz agulhinha (-2,56%), manteiga (-1,78%), leite integral (-1,22%) e farinha de trigo (-1,22%).

Em fevereiro de 2026, o trabalhador carioca remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 112 horas e 14 minutos para adquirir a cesta básica. Em janeiro de 2026, o tempo de trabalho necessário havia sido de 110 horas e 58 minutos.

Em fevereiro de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518, o tempo de trabalho necessário era de 118 horas e 06 minutos.

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