Custo da construção subiu 0,38% em março

Índice referente à mão de obra subiu 0,40% no mês; e, fevereiro, taxa foi de 0,04%.

Conjuntura / 10:59 - 26 de mar de 2020

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O Índice Nacional de Custo da Construção - M (INCC-M) subiu 0,38% em março, percentual superior ao apurado no mês anterior, quando o índice registrou alta de 0,35%. A taxa do índice relativo a materiais, equipamentos e serviços variou 0,35% em março, após alta de 0,71% em fevereiro. O índice referente à mão de obra subiu 0,40% em março. No mês anterior a taxa foi de 0,04%.

No grupo materiais, equipamentos e serviços, a variação correspondente a materiais e equipamentos foi de 0,42%, contra 0,65% no mês anterior. Três dos quatro subgrupos componentes apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, destacando-se equipamentos para transporte de pessoas, cuja taxa passou de 1,21% para 0,16%.

A variação relativa a serviços passou de 0,96% em fevereiro para 0,11% em março. Neste grupo, vale destacar o recuo da taxa do item taxas de serviços e licenciamentos, que passou de 2,80% para 0,00%.

O índice referente à mão de obra subiu 0,40% em março. No mês anterior, este grupo apresentou taxa de 0,04%.

Três capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Salvador, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Em contrapartida, Brasília, Belo Horizonte, Recife e São Paulo apresentaram decréscimos em suas taxas de variação.

Já o Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, recuou 2,0 pontos em março, alcançando 90,8 pontos. Apesar de duas quedas consecutivas, a média do índice no primeiro trimestre de 2020 (92,6 pontos) é 2,7 pontos maior do que a média do quarto trimestre de 2019 (89,9 pontos).

O resultado negativo do ICST em março refletiu a piora da percepção dos empresários principalmente em relação às expectativas para os próximos três e seis meses. O Índice de Expectativas (IE-CST) cedeu 3,5 pontos, para 95,5 pontos, o menor valor desde junho de 2019 (92,9 pontos). O indicador de demanda prevista apresentou queda de 3,6 pontos, para 96,1 pontos, enquanto o indicador de tendência dos negócios para os próximos seis meses caiu 3,5 pontos, para 94,8 pontos.

Em relação ao momento presente, o Índice de Situação Atual (ISA-CST) apresentou acomodação, após nove avanços consecutivos, recuando de 86,7 pontos para 86,3 pontos. Apesar da queda do indicador de carteira de contratos de 1,5 ponto, para 85,1 pontos, o indicador de situação atual dos negócios apresentou aumento de 0,8 ponto, para 87,7 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade (Nuci) do setor recuou pelo terceiro mês consecutivo. A queda de 1,0 ponto percentual (p.p.) levou ao patamar de 69,6%, o menor desde setembro de 2019. Neste mês, a maior influência para esse resultado foi a queda de 1,2 p.p. do Nuci de mão de obra, já que o Nuci de máquinas e equipamentos avançou 0,8 p.p.

"A demanda permanece como o principal fator de limitação à melhoria dos negócios das empresas da construção, no entanto nesta sondagem surgiu a preocupação com a Covid-19 entre os empresários da construção - no quesito outros fatores. Nos próximos meses, essa é uma questão que deverá ter impactos expressivos na atividade corrente e afetar também o movimento de retomada", observou Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV.

 

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