Custo nas alturas

“Um grande obstáculo ao Plano de Aceleração de Crescimento (PAC) é o alto custo das obras públicas no Brasil. O exemplo mais gritante é novo terminal do Aeroporto Santos Dumont, que tem cerca de 20 mil m². Pois o custo por metro quadrado está em torno de R$ 17 mil, o que é cinco ou seis vezes o valor real.” A denúncia foi feita pelo ex-deputado tucano Marcio Fortes.

Precoce
Quando a industrialização completa com êxito o processo do desenvolvimento e eleva a renda per capita a nível elevado e auto-sustentável, o setor manufatureiro começa a declinar, em termos relativos, como proporção do produto e do emprego. É a chamada “desindustrialização positiva”, explica Rubens Ricupero, em estudo sobre a situação da indústria no Brasil.
“Isso ocorre em contexto de crescimento rápido e pleno emprego, no momento em que se atinge renda per capita entre US$ 8 mil e US$ 9 mil, medidos em preços constantes de 1986, correspondendo hoje a valores nominais bem mais altos.”
“O fenômeno é patológico quando aparece em economias onde a renda per capita é menos da metade ou até de um terço desse nível e em contexto de baixo crescimento e desemprego de massa. Nesse caso, o processo de industrialização abortou antes de dar nascimento a uma economia próspera de serviços, capaz de absorver a mão-de-obra desempregada pela indústria. É a “construção interrompida” do título do livro de Celso Furtado”, lamenta Ricupero.

Cotas
Conhecer o sistema de cotas é um dos objetivos da viagem do reitor Paulo Alonso à Índia, onde visitará a Universidade de Nova Delhi. O governo reserva 50% das vagas da universidade às classes e castas mais desfavorecidas. Os defensores das cotas argumentam que a medida é válida porque é quase impossível alguém de uma classe social mais baixa progredir, por causa do sistema de castas, que é proibido por lei, mas que continua em vigor no país de Gandhi. Uma grande diferença em relação ao Brasil, onde tenta-se implantar cotas baseadas na cor da pele, fator que não é impeditivo de ascensão aqui.

Lá como cá
Nenhum instituto de pesquisa na Argentina deu mais que 35% das intenções de voto para Mauricio Macri, candidato a prefeito de Buenos Aires. Em geral, Macri tinha um pouco menos de 30% das intenções de voto em todos os institutos. Abertas as urnas, abocanhou 45,6%. “Com a palavra os institutos para explicar. Se é que dá para explicar”, ironiza o prefeito do Rio, Cesar Maia, em seu Ex-blog.

Colaboração
Doações em mantimentos é o pedido que se faz para a Associação Aliança dos Cegos, com sede na Rua 24 de Maio, no Rio, telefone (21) 2502-4632. Os 62 idosos, abandonados pelas famílias, passam por necessidades.

141
Desde 1934, quando foi criada, a Administração Federal das Comunicações (FCC – sigla em inglês para o órgão regulador do setor norte-americano), já fechou 141 emissoras de televisão nos Estados Unidos. A informação, do presidente do Colégio de Periodistas do Chile, Ernesto Carmona, está no Blog do jornalista Renato Rovai (revistaforum.uol.com.br/blogdorovai/destaque.asp). Segundo Carmona, entre as emissoras fechadas, 101 não tiveram as concessões renovadas e 39 foram cassadas antes mesmo do vencimento da licença. Embora falte uma emissora nessa conta e as razões alegadas pela FCC, os números são significativos e merecem ser circulados para mostrar a complexidade do tema liberdade de imprensa e liberdade de empresa.

Protesto seletivo
Carmona acrescenta que, recentemente, foram revogadas concessões de emissoras no Peru, Canadá e no Reino Unido. E lembra que, nesses casos, não se ouviu qualquer protesto da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP): “Isso revela como essa defesa da liberdade de imprensa só serve para a Venezuela e governos não-alinhados ao modelo neoliberal. É mero discurso de ocasião para certas pessoas. Não tem nada a ver com liberdade nem com imprensa”, conclui Rovai.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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