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domingo, janeiro 17, 2021

Custo Palocci

Um brasileiro que preferiu ficar no Haiti – o país mais pobre das Américas, em convulsão social e com vácuo no poder após a fuga do presidente – alegou que lá ele tinha trabalho e não podia voltar para o Brasil e ficar de “mãos abanando”.

Briga boa
Ao contrário de pesquisa anterior, que dava grande vantagem para Paulo Skaf na corrida pela presidência da Fiesp, sondagem feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) Opinião coloca o industrial Claudio Vaz com 43% das intenções de votos dos delegados de 110 sindicatos filiados à Fiesp ouvidos, num total de 125 sindicatos aptos a votar hoje. Skaf ficou com 38% e Synésio Batista da Costa ficou com 3%. Dentre os entrevistados, a grande maioria (74%) declarou que já definiu o voto e somente 16% ainda poderão mudar sua preferência atual. Vaz é apoiado pelo atual presidente, Horácio Lafer Piva; já Skaf foi um dos principais apoiadores de Lula nas eleições de 2002. As eleições serão dia 25 de agosto.

Disparado
Já no Ciesp a eleição é direta e, apesar de não ser obrigatório, sempre foi eleito o mesmo representante escolhido para comandar a Fiesp. A pesquisa da FGV ouviu diretores titulares das diretorias regionais espalhadas pelo interior de São Paulo, para tentar medir a tendência de voto das bases que elegeram esses dirigentes. Aí, Claudio Vaz dispara: 90% (35 respostas) dos diretores-titulares entrevistados apóiam o candidato; Paulo Skaf obteve apenas uma resposta (2,5%). O candidato da situação disse que só divulgou a pesquisa, feita pela tradicional FGV, porque números “irreais” estavam sendo insistentemente citados.

Pendura
A Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro promete entrar ainda esta semana com ação de ressarcimento de danos materiais e morais contra a Prefeitura do Rio e o prefeito César Maia. A acusação é descumprimento do convênio de R$ 57 milhões, assinado no dia 3 de junho do ano passado entre estado e município, que previa a cessão da área do Complexo Penitenciário de Frei Caneca para a cidade. “O prefeito demoliu parte do Frei Caneca, ainda mantém a placa publicitária no local e até agora não passou um centavo sequer para o Governo do Estado”, disse o procurador Francesco Conte.

Luz
Talvez estimulados pela crise em que se meteu o governo Lula, alguns personagens responsáveis pelos passos de caranguejo da economia brasileira voltaram à mídia. Gustavo Loyola, presidente do Banco Central nos governos Itamar e FH e integrante do ramo dos economistas-consultores, apareceu ontem para reforçar o lobby de empresas multinacionais de energia contra a nova lei do setor. Para quem ainda tinha dúvida, é a prova de que a reorganização do setor elétrico feita pelo Ministério das Minas e Energia é vantajosa para o país.

Uga-uga
Outro que deixou seu merecido ostracismo foi Gustavo Franco, que presidiu o BC de FH na fase mais aguda do congelamento cambial e da tentativa de destruição do parque industrial brasileiro. Com a desculpa de comentar os 11 anos da URV, precursora do confisco do Plano Real, Franco – que tenta ingressar no ramo dos economistas-banqueiros – exaltou o controle da inflação. O movimento é claro: combater as cada vez mais numerosas vozes – inclusive do “mercado” – que querem o fim do engessamento inútil das metas de inflação. Até porque, na aldeia morubixaba também não há inflação; nem produção, nem capitalismo.

Negativo
Gustavo Franco também contestou os que desejam afrouxar o garrote fiscal para tirar o país da recessão. Para o ex-presidente do BC, esse não é o “tipo de crescimento” que aprova. Pelo retrospecto do governo FH, o “tipo de crescimento” apreciado é o do rabo de cavalo, para baixo.

Chuá
Será que o depoimento de Carlinhos Cachoeira só tem cascata?

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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