Depois de solicitar o registro de uma oferta pública secundária de ações em agosto do ano passado e fazer um adiamento da transação, a operadora de turismo CVC Brasil desistiu de oferecer suas ações para os investidores, alegando o mesmo motivo: as condições adversas do mercado. O mesmo aconteceu, no início deste mês, com a Brasil Travel, que também planejava um IPO, mas cancelou os planos na última hora, também alegando que a conjuntura desfavorável dos mercados nacional e internacional impôs forte desvalorização aos papéis que a companhia pretendia vender.
O engraçado é que, até agora, não apareceu nenhum analista para apontar a verdadeira razão de tal desistência: os investidores nacionais deixaram de ser ingênuos e os administradores dos recursos dos estrangeiros e também dos nacionais passaram a ser mais cuidadosos, pois agora temem pela manutenção dos seus cargos, caso não apresentem desempenho que não seja aceitável.
A CVC do Brasil pretendia oferecer ações dos seus sócios, o que significaria que nenhum recurso novo entraria no caixa da empresa. Em compensação, o grupo norte-americano Carlyle iria registrar um fabuloso lucro num curto espaço de tempo. E, finalmente, os analistas viram que estava demasiadamente caro o preço solicitado, ou seja, R$ 800 para cada ação da Brasil Travel, holding de 35 agências de turismo.
Apple defende iPad em tribunal chinês
A Apple defendeu o uso da marca iPad na China perante um alto tribunal do país, alegando que a empresa Proview Eletronics vendeu os direitos para o uso da marca e está tentando, de maneira injusta, colher benefícios. A companhia norte-americana argumentou que comprou todos os direitos da Proview para a marca iPad, incluindo um para o nome “IPAD” pertencente a uma subsidiária na cidade de Shenzhen.
Segundo os advogados da Apple, as ações da Proview são conspiratórias e impulsionadas pelos seus próprios benefícios financeiros, sendo que a empresa se recusou a executar o contrato sobre transferências de marca. A companhia chinesa, no entanto, só diz que a norte-americana, devido ao seu poder econômico, está dando um péssimo exemplo no mercado de propriedade intelectual chinês. O alto tribunal ainda não se pronunciou sobre o caso. Um tribunal inferior chinês deu razão à Proview em dezembro, o que levou a Apple a apelar a uma corte superior.
Le Lis Blanc inaugura lojas John John
A Le Lis Blanc inaugurou as primeiras quatro lojas próprias da marca John John, sendo três em São Paulo e uma no Mato Grosso do Sul. Em 2012, a companhia inaugurou cinco lojas próprias. Assim, a base total de lojas cresceu de 104 lojas próprias ao final de 2011 para 109 em 29 de fevereiro de 2012, aumentando sua área de vendas das lojas próprias em 4%, passando de 27.304 m² em dezembro de 2011 para 28.312 m² em fevereiro de 2012.
Gafisa recusa oferta por ativos
A Gafisa recusou a proposta preliminar da GP Investimentos e da Equity International para aquisição de certos ativos da companhia. O conselho da empresa, reunido na manhã desta quarta-feira, concluiu que a proposta sub-avalia significativamente os ativos e negócios envolvidos e implica em substanciais custos de transação e em altos riscos de execução. A empresa afirma que seu conselho de administração havia criado um comitê especial de conselheiros e contratou assessores financeiro e legal para auxiliar a companhia na avaliação da proposta. Em 2 de fevereiro, a empresa havia confirmado que os investidores interessados em adquirir o controle da empresa eram o megainvestidor norte-americano Sam Zell (Equity) e a GP Investimentos. Para o mercado, Sam Zell e a GP Investimentos podiam reestruturar e tornar rentáveis projetos da Gafisa.
HRT muda presidência de subsidiária
A HRT nomeou Milton Romeu Franke para substituir Marcio Rocha Mello no cargo de diretor-presidente da subsidiária de exploração e produção HRT O&G. A mudança faz parte de um conjunto de medidas que buscam ganho de eficiência operacional na HRT O&G, em particular na bacia do Solimões, onde a companhia detém participação em 21 blocos exploratórios. No começo do ano, a petrolífera frustrou investidores ao anunciar dados fracos em potencial de óleo em uma de suas descobertas na Amazônia e viu suas ações acumularem grandes perdas. No fim de janeiro, o UBS rebaixou de “compra” para “venda” a recomendação das ações da HRT, alegando ceticismo sobre a capacidade de a companhia entregar a produção na bacia de Solimões.















