A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) absolveu hoje o empresário Nelson Tanure em processo sancionador relacionado à operação de aumento de capital da Gafisa em 2019. Os ex-administradores da companhia acusados também foram absolvidos. Foram dois votos pela condenação e dois pela absolvição. E, segundo a resolução, “em caso de empate, deve prevalecer a posição mais favorável ao acusado”.
O julgamento, concluído nesta quarta-feira, foi suspenso duas vezes, em setembro e em outubro, por conta de pedidos de vista de membros do colegiado. O diretor João Accioly, que havia pedido vista em setembro, votou pela absolvição dos acusados nesse processo, sendo acompanhado pelo diretor Otto Lobo.
“Ficamos muito satisfeitos com a decisão, que reconheceu a legalidade da atuação da administração. A operação foi complexa, inovadora, porém fundamental para o soerguimento financeiro da Companhia, tendo ficado claro que os administradores se pautaram na boa-fé e guiaram pelo melhor interesse da Gafisa”, afirmou Fernanda Montorfano, sócia do Cescon Barrieu Advogados.
Além disso, ontem, Tanure havia enviado enviou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) notificação informando que, por meio do Fundo de Investimento Multimercado Arila, assumirá o controle da rede de supermercados Dia (que fez parte do grupo Carrefour de 2000 a 2011) no Brasil. Atualmente, o grupo pertence ao fundo de investimentos Lyra II. As informações são do jornal Folha de S.Paulo e repercutidas pelo Portal Giro News.
O foco do empresário é concluir o plano de recuperação judicial em 2025, estabilizando a varejista alimentar e, assim, avaliar ativos de varejo com potencial. De acordo com o Valor Econômico, uma possível combinação de negócios entre o Dia e o GPA está nos planos de Nelson Tanure, sendo considerado um modelo operacional envolvendo a bandeira Pão de Açúcar e descontinuando a marca Dia.
A rede Dia foi fundada pelo grupo espanhol e chegou ao Brasil há 23 anos, onde passou por processo de reestruturação financeira. Em meados de março, o Dia Brasil já passava por uma recuperação judicial e anunciou o fechamento de 343 lojas e três centros de distribuição. Três meses depois, comunicou a venda de toda a operação no Brasil, que foi marcada por resultados negativos, pelo montante de 100 euros para o Fundo Lyra II.
Com informações do Portal Giro News

















