Ricardo Steinbruch e Elizabeth Steinbruch Schwarz são acionistas controladores indiretos da Companhia Siderúrgica Nacional e negociaram ações da companhia no período de, respectivamente, 10 a 21 de outubro de 2008 e 6 e 7 de fevereiro de 2007, mesma época em que estava em curso um programa de recompra de ações de emissão da companhia. O interessante é que o pessoal da CVM não identificou no caso elementos suficientes para afirmar que os proponentes atuaram com conhecimento prévio das datas em que a CSN iria recomprar as ações. Por causa disso, apesar das negociações terem ocorrido durante a execução de programa de recompra, os investigadores entenderam que não foi caracterizado o uso de informação privilegiada com a finalidade de auferir vantagem no mercado de valores mobiliários.
E apesar das operações de Ricardo terem sido registradas entre os dias 10 e 21 de outubro de 2008 e as de Elizabeth nos dias 6 e 7 de fevereiro de 2007, a CVM achou que houve apenas coincidência. Por causa disso, os contribuintes querem saber quais as razões que levaram os dois acionistas que não fizeram nada demais a se dispor a pagar multa de R$ 150 mil cada?
Finalmente, alguém quer o Bovespa Mais
Atletas Brasileiros enviou para a Comissão de Valores Mobiliários o pedido de registro inicial de companhia aberta. A companhia se encontra em fase pré-operacional e quer captar recursos lançando ações para negociação no Bovespa Mais. Pelo visto, será a terceira empresa a entrar no mercado de acesso da BM&FBovespa. A empresa é subsidiária da Templars Trust, e Alexandre Souza de Azambuja é o CEO das duas empresas. Segundo ele, a idéia é fazer o que alguns fundos já fazem no esporte, mas com a estrutura de uma S/A., que tem mandatos menos rígidos que o de um fundo de investimento.
Valor da Ambev supera o da Vale. E aí?
A Ambev está disputando com a mineradora Vale a posição de segunda maior empresa brasileira de capital aberto por valor de mercado, segundo levantamento feito pela Economatica. Nele, consta que a companhia de bebidas superou, só por dois pregões consecutivos, a mineradora, nos dias 9 e 12 de março, sendo que nesse dia o valor da Ambev chegou a R$ 211,4 bilhões contra R$ 204,8 bilhões da Vale. Essa situação, segundo a Economatica, não era vivenciada desde o dia 27 de novembro de 2011.
O interessante é que o valor no fechamento do último pregão do ano passado foi R$ 210 milhões para a Vale e R$ 180 milhões para a AmBev. Neste ano, a cervejaria não enfrentou nenhum problema e suas ações ordinárias subiram 17,93% e as preferenciais, 13,27%, enquanto o noticiário desfavorável sobre a cobrança de impostos atrasados deixou os papéis da mineradora, respectivamente, com ganhos de apenas 8,24% e 9,97%. E no pregão desta quarta-feira a Vale voltou a valer R$ 222,56 milhões, contra R$ 211,74 milhões da AmBev. A maior empresa por valor de mercado no Brasil é a Petrobras, com quase R$ 331 bilhões.
JBS tem mais de 75% das ações da Pilgrim”s
Através de sua subsidiária JBS USA Holdings, o grupo JBS adquiriu18,92 milhões de ações da Pilgrim”s Pride por US$ 107,2 milhões. Com isso, sua participação na empresa norte-americana do setor de frangos aumentou de 68% para 75,3%. O JBS comprou o controle da Pilgrim”s em 2009, que tem 29 unidades nos EUA, e é uma das maiores produtoras de carne de frango do país, com capacidade de processar 7,6 milhões de unidades por dia. A participação comprada era de propriedade de Lonnie “Bo” Pilgrim, entre outros, e representa a totalidade das ações remanescentes do antigo fundador e controlador da PPC.
Cade aprova tudo
O Cade aprovou a joint-venture entre a MPX Energia, do empresário Eike Batista, e a alemã E.ON para projetos térmicos e renováveis no Brasil e no Chile, além de autorizar a transferência dos negócios de alimentos da Hypermarcas para a Bunge. Em dezembro passado, a Hypermarcas anunciou a venda à Bunge do negócio de fabricação e comercialização dos produtos sob as marcas Etti, Salsaretti e Puropure por R$ 180 milhões.
Souza Cruz lamenta decisão da Anvisa
A Souza Cruz considerou que a Anvisa demonstrou não levar em consideração os argumentos da cadeia produtiva do setor ao aprovar na reunião da última terça-feira restrições ao uso de ingredientes nos produtos derivados do tabaco. E acredita que as autoridades brasileiras devem tratar o assunto com mais profundidade, como a FDA, nos Estados Unidos, que está analisando proposta semelhante através de uma câmara de estudos técnicos estabelecido para esta finalidade. A Souza Cruza ressalta que medidas restritivas como as apresentadas pela Anvisa ampliam a participação do mercado ilegal de cigarros, o qual implica sérios riscos ao consumidor, uma vez que tais produtos não passam por fiscalização ou registro nos órgãos sanitários.
Seae aprova associação de Dasa e MD1, mas…
A Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda recomendou a aprovação da associação da Diagnósticos da América (Dasa) com a MD1 Diagnósticos, com restrições. A recomendação ocorreu depois que a Dasa acertou em outubro com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) acordo de reversibilidade da operação de associação com a MD1, anunciada em agosto de 2010. A Dasa não informou o conteúdo das restrições sugeridas pela Seae. Quando do anúncio da incorporação, a MD1 possuía entre seus sócios acionistas da empresa de planos de saúde Amil.















