Dando asas

A programação visual do novo logo da Eletrobrás equivaleu a um choque elétrico no bolso do contribuinte: custou cerca de R$ 5 milhões. Nas cores azul, verde e amarelo, o novo símbolo da empresa, exibido esta semana pela Veja, remete à imagem de um tucano. Não é uma boa escolha. Afinal, tucano está mais para analogia com apagão do que para uma empresa que se pretende a Petrobras da energia.

Razões
As tentativas de minimizar o encolhimento do PIB do país em 2009 e que unem petistas e economistas financistas têm um ponto em comum: buscar blindar a medíocre política econômica. Afinal, foi justamente a flexibilização dos principais fundamentos, como juros, superávit primário e carga tributária, que permitiram ao Brasil sentir menos profundamente a crise. E, neste ponto, o presidente Lula pode, de fato, dizer que, diferentemente de FH, na crise, não ajudou a contrair a economia, mas trabalhou pela expansão. Resta saber se, nesse período de vazante, o país vai ser vitimado por nova recaída na ortodoxia.

Beira-mar
Almoçar fora de casa é mais caro nas cidades litorâneas. Assim pensa quem vê o resultado de pesquisa feita pela Sodexo e pela associação que reúne as empresas de vale refeição (Assert). O Rio de Janeiro é a segunda cidade mais cara para se comer fora: R$ 20,39, em média, quase R$ 2 a mais que na capital paulista (R$ 18,97). Acima do Rio, só outro município à beira-mar: Santos, com gasto médio para almoçar de R$ 20,75. Vitória (ES) fica com a terceira posição (R$ 20,35), à frente até de Brasília, cidade de alto poder aquisitivo, onde a despesa média fica em R$ 20,13. Come-se mais barato no Sul: R$ 15,40, em média. A pesquisa foi realizada junto a 3.224 estabelecimentos que operam com tíquetes em todo o território nacional e o preço incluiu prato principal, bebida (não alcoólica), sobremesa e cafezinho.

Cobrança
O Contact Center do CDL-RJ conquistou a cobrança das dívidas atrasadas da Light. A empresa de distribuição de energia tem R$ 600 milhões a receber.

Crédito
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, tenta surfar na produção do desenho animado em 3D Rio, de Carlos Saldanha (de Era do Gelo), que está sendo feito nos Estados Unidos e conta uma história que se passa na Cidade Maravilhosa. Quando Paes chegou à Prefeitura, a idéia do desenho já existia.

Cabral disse “xõ”!
Em entrevista, sexta-feira, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) aconselhou o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), a não se fiar apenas no veto do presidente Lula ao projeto que modifica radicalmente a distribuição dos roylaties sobre a produção de petróleo. Para Ciro, é fundamental Cabral se dedicar a articulações para negociar nova redação no Senado. E criticou a ação do governador durante o processo, acusando-o de ter sido agressivo, inclusive, com aliados em potencial: “Já diz o ditado: quem quer pegar galinha, não diz “xô””, comparou Ciro.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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