De volta aos bancos

A governadora Benedita da Silva precisar dar prioridade urgente à Educação. Durante a manifestação de professores em frente ao Palácio Guanabara, organizada pelo Sepe, uma das faixas anunciava que: “Todas escolas tem professores fora das salas de aula.” Alertado por um passante para o erro, um manifestante ainda insistiu em esboçar uma regra ortográfica para justificar a falta de acento circunflexo.

Ibope em baixa
As eleições francesas representam mais um duro golpe na credibilidade dos institutos de pesquisa, já em acentuado viés de baixa em todo o mundo. Além de não detectarem o crescimento de Le Pen, a soma final dos votos recebidos por Jacques Chirac e Lionel Jospin, que, segundo juravam as pesquisas, passariam para o segundo turno, não chegam a 35%. Se somar 65% de votos recebidos pelos demais candidatos à abstenção que alcançou 28%, tem-se um claro recado para políticos que se apresentam na campanha como defensores de causas populares e governam como representantes dos mercados, que o “voto bronca” não é uma exclusividade de países emergentes, como a Argentina.

Chama o Aécio
Em que pese a tentativa de enquadramento de aliados facilitada pelo pacote baixado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com o aval do Supremo Tribunal Federal (STF), os últimos acontecimentos políticos devem reatualizar, em breve, pergunta que, até o fim do ano, causava arrepios no tucanato: Afinal, quanto tempo de desidratação de votos ainda agüenta José Serra.

Nome aos bois
Que José Serra, como todo estadofóbico, odeie a Petrobras, compreende-se. No entanto, se, por constrangimentos eleitorais, reivindica contratar um movimento de hedge contra os efeitos sobre sua candidatura de novos aumentos dos preços dos combustíveis, deveria dizer com todas as letras que é contra a liberação total de tarifas nesse mercado.
Lições do passado
Aliás, embora sem conceituar a política que praticava, foi botando algum freio no “mercado livre” de medicamentos que Serra conseguiu o lastro que ainda suporta sua candidatura.

Fato e versão
Alguns jornais estão procurando, de forma subliminar – e outros nem tanto – dar ao prejuízo de R$ 36,4 milhões que a Embratel amargou no primeiro trimestre a mesma conotação abraçada pelos especialistas em teles do Banco Central. Ou seja, a perda faria parte de uma crise generalizada no setor. Vale lembrar que, no caso da companhia, um dos problemas mais sérios foi a guerra de tarifas na longa distância, situação que não se repete para a maioria das empresas de telecomunicações. Erros de gestão também prejudicaram o serviço de cobrança. Aliás, os próprios diretores da companhia admitiram, ano passado, que a guerra iria afetar os resultados.

Fundo do poço
Se deseja voltar a ser “um país normal”, já está mais do que na hora de a Argentina se descolar do FMI. Todo o histórico da crise do país alerta que insistir na retomada das desastrosas políticas do Fundo é o passaporte mais seguro para o caos social.

Saravá
Alô, comerciantes e demais insatisfeitos com o Feriado de São Jorge, a julgar pelo movimento recorde de fiéis na igreja destinado ao homenageado, este é mais um feriado que parece ter chegado para ficar.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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