30.7 C
Rio de Janeiro
domingo, janeiro 24, 2021

Debaixo da ponte

Debaixo da ponte
Além da ponte que caiu no Rio São João, em Casimiro de Abreu, existem 54 pontes e estradas vicinais prestes a desabar no Norte do Rio de Janeiro. O cálculo é de executivos que fazem o percurso diário para Macaé, um dos principais pólos petrolíferos do país, o que não impede que a BR-107, que leva ao município tenha 80% das pontes que a atravessam estejam ameaçadas de cair.

Ainda não entendeu
Às vésperas de perder o mandato, o deputado José Dirceu (PT-SP) não dá mostras de entender a patuscada em que se meteu, ao tentar se equilibrar entre a defesa da impopular política econômica abraçada pelo governo Lula e a retórica de dissenso, parcial, para domesticar o PT. Em entrevista no fim de semana, Dirceu afirmou que, se reeleito for, o presidente Lula não vai mudar a política de aperto fiscal, porque “aposta na responsabilidade” e “na estabilidade”. Num país em que o número de desempregados e subempregados já ultrapassa os 25 milhões, a saúde é uma tragédia, a educação é prioridade apenas como peça de campanha, Dirceu deveria responder com que Lula é responsável?

Indefinido
Dirceu, no entanto, mostrou-se melhor analista ao analisar o cenário das eleições de 2006, quando advertiu que a polarização PT/PSDB não está dada e pode sequer se materializar ano que vem. O petista alertou ainda que não se deve subestimar a eventual candidatura do ex-governador Anthony Garotinho nem sua capacidade de obter a legenda pelo PMDB. E, depois de citar vários candidatos que venceram recentemente eleições sem que aparecessem entre os favoritos das pesquisas, acrescentou que o pleito do ano que vem pode ser vencido por algum nome que não seja sequer mencionado agora.

Verão
Quem tem apartamento ou casa em condomínio no litoral paulista deve preparar o bolso. As taxas condominiais devem subir até 5% a partir de dezembro, prevê o grupo Itambé Planejamento e Administração, empresa sediada em São Paulo e que administra cerca de 23 mil imóveis no país. Entre os principais fatores apresentados para justificar os aumentos estão a chegada do verão, o dissídio dos trabalhadores do segmento – foram concedidos aumentos salariais em torno de 6% aos funcionários dos condomínios em outubro – e o pagamento do 13º salário.

Sem fiscalização
Além de falhar na fiscalização da telefonia fixa, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deixa a desejar na telefonia móvel, na qual os problemas poderiam ser menores por causa da tímida concorrência entre as operadoras. As falhas são apontadas pela Ouvidoria da própria Anatel. “Ano passado, não houve fiscalização das estações móveis do Serviço Móvel Pessoal (SMP, celular), tendo fiscalizado apenas as estações rádio-base (ERBs), sendo que o SMP é o serviço que mais tem crescido em número de reclamações por parte da sociedade perante a Anatel”, afirma a Ouvidoria.

Sem ouvidos
A Ouvidoria da Anatel também reserva críticas para a central de atendimento da agência. “A verdade é que o conceito de quantidade e de qualidade estabelecido para a central de atendimento vem sendo definido atendendo a preceitos administrativos burocráticos. Com isto, os seus resultados ficam a desejar, correspondendo a meras conseqüências de ditames orçamentários. Prevalecendo esta burocracia administrativa, a central de atendimento da Anatel não tem condições de responder, nem de longe, aos anseios da sociedade”, continua a Ouvidoria.
É ruim, mas pode ficar pior: “Não podemos deixar de relatar algumas opiniões internas mais conservadoras que chegam mesmo a se posicionar pelo encerramento definitivo das atividades dessa central. Felizmente, na medida do avanço da conscientização democrática interna, esse conceito vem refluindo dentro da agência.”

Sem consumidor
A explicação, para a Ouvidoria da Anatel, está na própria criação da Anatel, cuja prioridade “não diz respeito ao usuário”.

Cultura local
Voltado para profissionais e estudantes interessados no entrelaçamento entre pesquisa, ensino e patrimônio, ocorre na Ilha Grande (RJ), entre 26 e 27 de novembro, o seminário Universidade e Patrimônio, realização da Uerj e da Demu/Iphan, com apoio de CNPq, IEF e ABM. O evento dará destaque para questões relativas à inserção de comunidades locais em propostas de preservação do meio ambiente, cultura e história de uma região. Mais informações pelo telefone (21) 2220-8485.

Artigo anteriorVocabulário
Próximo artigoBaixaria
Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

Artigos Relacionados

Incerteza da população ou dos mercados?

EUA e Reino Unido espalham suas expectativas para os demais países.

É hora de radicalizar

Oposição prioriza impeachment, mas sabe aonde quer chegar?.

Soja ameaça futuro do Porto do Açu

Opção por commodities sobrecarrega infraestrutura do país.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

Copom está alinhado com maioria da expectativa do mercado

Considerando foco na inflação de 2022, estamos considerando agora que BC começará a aumentar Selic em maio e não em agosto.

Primeira prévia dos PMI’s e avanço da Covid-19

Bolsa brasileira sucumbe ao terceiro dia de queda, mediante aos temores fiscais.

Exterior em baixa

Queda acontece em meio às preocupações com problemas para obtenções de vacinas.

Más notícias persistem

Petróleo negociado em NY mostrava queda de 2,60% (afetando a Petrobras), com o barril cotado a US$ 51,75.

Mercado reagirá ao Copom e problemas internos

Na Europa, Londres teve alta de 0,41%. Frankfurt teve elevação de 0,77%. Paris teve ganhos de 0,53%.