Decisão da Justiça coloca em risco o futuro do zoológico do Rio

Rio de Janeiro / 05:37 - 24 de out de 2016

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Após negada em 1ª instância, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) concedeu liminar suspendendo o contrato de concessão entre o Município do Rio e o Grupo Cataratas, vencedor da licitação e atual responsável pela gestão e operação do zoológico. Agora, resta a dúvida de como o município conseguirá restabelecer as atividades de imediato e como ficará o futuro dos 1.300 animais que necessitam de cuidados diários, que vão desde alimentação, limpeza dos recintos, segurança e tratamento veterinário. O Grupo Cataratas opera com sucesso concessões ligadas à visitação em importantes atrativos no Brasil como as Cataratas do Iguaçu, Fernando de Noronha, Paineiras-Corcovado, AquaRio, só para citar alguns exemplos. Desde que assumiu o Zoológico do Rio, há pouco mais de 15 dias, a companhia introduziu novos protocolos veterinários e de nutrição para dar mais conforto e bem-estar aos animais. Além disso, foi iniciado um trabalho intensivo de recuperação dos recintos, reformas e enriquecimento ambiental (inserção de vegetação e entretenimento para os animais). - Consideramos a decisão precipitada. O juiz de 1ª instância já havia negado a liminar. Os benefícios à sociedade seriam rapidamente perceptíveis. Anular a concessão sem apontar uma solução é um ato que coloca em risco a vida de todos os animais. Hoje, toda a equipe que cuida do Zoo e dos animais é do Grupo Cataratas, que se preparou para essa transição com todo cuidado. Com a nossa saída, como ficam os animais? Isto precisa ser discutido urgentemente pela sociedade — questiona José Roberto Scheller Jr, atual responsável pela gestão da concessionária. Para o presidente da Sociedade de Zoológicos e Aquários do Brasil, Claudio Maas, a melhor decisão é aquela que resguarda o bem-estar animal. Ele lembra que o papel do zoológico é muito mais relevante. - Essa decisão muito nos preocupa. A SZB espera que a melhor decisão seja tomada em prol dos animais, prioritariamente, e também para a sociedade, que receberá de volta um importante espaço que não se destina apenas à visitação, mas tem um papel fundamental na educação ambiental, na conservação de espécies ameaçadas de extinção e em importantes pesquisas feitas por meio de convênios com as principais Universidades do país.

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