DeepSeek lança modelo de IA que afirma ser superior ao GPT-5

Novo modelo de IA da chinesa DeepSeek seria superior ao GPT-5, da OpenAI, e comparável ao mais recente lançamento do Google.

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Mãos seguram celular (smartphone) com aplicativo da DeepSeek
DeepSeek na tela do celular (foto de Huang Zongzhi, Xinhua)

A empresa chinesa de tecnologia de inteligência artificial (IA) DeepSeek lançou oficialmente dois novos modelos na noite de segunda-feira: o DeepSeek-V3.2 e sua variante de alta capacidade computacional, o DeepSeek-V3.2-Speciale.

Ao implementar um protocolo robusto de aprendizado por reforço e escalar a computação pós-treinamento, o DeepSeek-V3.2 apresenta desempenho comparável ao GPT-5, segundo a empresa. O modelo de IA equilibra alta eficiência computacional, mantendo raciocínio e desempenho de agentes superiores.

A competição entre as principais empresas de tecnologia globais na área de modelos de IA está se intensificando. Em agosto, a OpenAI lançou seu modelo principal, o GPT-5, descrevendo-o como seu modelo mais inteligente e rápido até o momento. E em novembro, o Google lançou seu mais recente sistema de IA, o Gemini-3.0-Pro.

O DeepSeek-V3.2-Speciale, de alto poder computacional, supera o GPT-5 e demonstra proficiência de raciocínio comparável ao Gemini-3.0-Pro, de acordo com um artigo divulgado pela empresa. A variante conquistou medalha de ouro tanto na Olimpíada Internacional de Matemática de 2025 quanto na Olimpíada Internacional de Informática.

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Um avanço técnico fundamental por trás disso é o mecanismo de Atenção Esparsa do DeepSeek, que reduz substancialmente a complexidade computacional, preservando o desempenho do modelo em cenários de contexto extenso.

Fundada em julho de 2023, a DeepSeek concentra-se na pesquisa e desenvolvimento de grandes modelos de linguagem e tecnologias de IA multimodal.

Uso de IA: grandes empresas revelam melhorias

Uma pesquisa publicada pelo MIT Technology Review Brasil, em parceria com a Peers Consulting + Technology, revela que 90% das empresas que adotaram estruturas de Inteligência Artificial generativa (GenAI) têm como principal objetivo aumentar a produtividade, enquanto 41% já observaram melhorias na experiência do cliente com o uso da tecnologia.

Os dados mostram também que 51,8% das organizações já observam ganhos concretos com a GenAI, especialmente com a redução de custos em áreas de testes, e 65% percebem impactos positivos ao combinar eficiência operacional com personalização no atendimento.

O levantamento mapeou as práticas adotadas por grandes empresas no Brasil, como Ambev, Vivo e Itaú Unibanco, e identificou cinco pilares que diferenciam as organizações mais maduras em GenAI: alinhamento da IA à estratégia de negócio; integração ampla e automação corporativa; democratização de dados; criação de plataformas internas com governança estruturada; e foco em eficiência operacional e personalização.

“As companhias que consolidarem governança, infraestrutura de dados e cultura digital transformarão a tecnologia em diferencial competitivo. O que diferencia as empresas que transformam a GenAI em vantagem competitiva não é o investimento na tecnologia, mas a capacidade de conectá-la à estratégia de negócio, integrá-la aos processos e criar uma governança sólida”, explica Bruno Horta, diretor executivo da Peers Consulting + Technology.

Principais barreiras à maturidade do uso de IA

Tabela mostra experiência de empresas com uso de IA generativa

Apesar dos avanços, o relatório destaca os entraves que ainda dificultam a consolidação da IA generativa no ambiente corporativo brasileiro. A falta de capacitação técnica e cultural é apontada como uma das barreiras mais críticas, limitando a adoção da tecnologia de forma responsável e em escala. Apenas 6,1% das empresas possuem comitês formais de IA e 22% se consideram preparadas para integrar a tecnologia a sistemas críticos.

Outro desafio está na qualidade dos dados, ainda tratada como tema secundário em muitas organizações, além da proliferação de provas de conceito (experimentos iniciais que testam a viabilidade técnica de uma ideia) desconectadas da estratégia de negócio. A ausência de alinhamento entre a experimentação tecnológica e os objetivos corporativos resultou em projetos pouco aplicáveis, com baixa escalabilidade, impacto limitado e retorno questionável.

Pesquisa

Esta é a segunda etapa da pesquisa “IA Generativa no Brasil: O que diferencia experimentação de transformação”, que entrevistou executivos de 11 grandes empresas com atuação no país: Ambev, Banco do Brasil, Banco Pan, Energisa, Generali, Grupo Fleury, Heineken, Itaú Unibanco, Mitsui Sumitomo Seguros, Serasa Experian e Vivo. Na primeira fase, o estudo contou com a participação de 322 companhias brasileiras de diversos setores, como varejo, indústria, serviços financeiros, educação e energia.

Com informações da Agência Xinhua

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