O déficit da balança comercial (inclui bens físicos e serviços) dos EUA fechou dezembro em US$ 70,311 bilhões, valor que representa um aumento de 32,6% em relação ao mês anterior e US$ 70,311 bilhões, o maior registrado desde julho de 2025.
De acordo com dados do Departamento de Comércio, as exportações recuaram 1,7% no mês, mas foram 6,3% superiores às registradas em dezembro de 2024. No total, os EUA venderam bens e serviços por US$ 287,287 bilhões.
Por outro lado, as importações aumentaram 3,6% em dezembro, para US$ 357,598 bilhões, embora tenham sido 2,6% inferiores em comparação anual.
As exportações foram condicionadas pela queda nas vendas de suprimentos industriais e materiais e outros tipos de mercadorias, enquanto as de bens de consumo e capital aumentaram. Por outro lado, as de serviços aumentaram. Quanto às importações, foram realizadas compras maiores no exterior de bens de capital, suprimentos industriais e materiais e serviços. Menos bens de consumo foram adquiridos.
No acumulado do ano, o déficit comercial dos EUA foi de US$ 901,469 bilhões, 0,2% a menos, apesar da guerra tarifária lançada por Donald Trump.
O déficit comercial de bens com a China diminuiu 8,8%, tendo fechado dezembro em US$ 12.716 milhões. Da mesma forma, o saldo negativo registrado com a União Europeia foi reduzido em 1,6%, para US$ 13,791 bilhões. O da Zona do Euro caiu 5,5%, para US$ 11,430 bilhões.
Déficit comercial de bens físicos é recorde em 2025
Quando analisado apenas o déficit comercial de bens físicos dos EUA, excluindo serviços, houve aumento para US$ 1,241 trilhão em 2025, o maior já registrado pelos Estados Unidos, segundo os dados do Bureua of Economic Analysis dos EUA, informa a EIR.
Em 2025, as importações de bens físicos dos EUA aumentaram US$ 143,2 bilhões, chegando a US$ 3,438 trilhões, enquanto as exportações de bens físicos subiram US$ 117,7 bilhões, totalizando US$ 2,198 trilhões.
O aumento expressivo das exportações de bens físicos previsto pelo Governo Trump não se concretizou, com um crescimento de US$ 9,8 bilhões por mês, enquanto a tentativa de reduzir as importações americanas fracassou, com um aumento de US$ 11,9 bilhões por mês.
Com informações da Europa Press e da EIR
Matéria atualizada às 14h27 de 20/2/2026 para inclusão de dados da balança de bens físicos

















