Delúbio liberal

De acordo com o levantamento Às Claras 2004, da Transparência Brasil, que disseca o financiamento das campanhas municipais de 2004, o quinto maior doador das candidaturas do PFL naquele ano foi o Comitê Financeiro Único do PT, que despejou R$ 723.169,39 nos cofres pefelistas.

Fator punitivo
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 6188/05, do deputado Ivan Ranzolin (PFL-SC), que extingue o fator previdenciário no cálculo das aposentadorias por tempo de contribuição e por idade. Pelo fator, quanto menor o tempo de contribuição e a idade, menor o valor da aposentadoria. Acontece que, com o aumento da expectativa de vida a cada ano, o sistema virou apenas uma fórmula de reduzir o valor da aposentadoria ou obrigar o segurado a permanecer na ativa indefinidamente. Em 1999, quando foi criado, o fator era neutro, isto é, igual a 1, quando a aposentadoria ocorresse aos 35 anos de contribuição para os segurados com 59 anos de idade.
Ranzolin ressalta, porém, que a tabela de mortalidade divulgada em 1 de dezembro de 2003, referente ao ano de 2002, trouxe variações “bruscas e perversas” aos segurados que estavam prestes a completar os requisitos para a aposentadoria. O resultado foi um aumento médio de 11,80% para a expectativa de sobrevida. Em conseqüência, o fator previdenciário e a renda do benefício diminuíram, em média, 9,72%.
O deputado lembra ainda que, nos casos de aposentadoria aos 60 anos para as mulheres e aos 65 anos para os homens, verificou-se aumento de 18,84% na expectativa de sobrevida e redução de 15,84% no fator previdenciário e na renda do benefício. Com isso, para obter um fator previdenciário igual a 1, o segurado que contasse com 35 anos de contribuição deveria, a partir de 2 de dezembro de 2003, ter 63 anos de idade na data da aposentadoria. O projeto será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Burocracia
O comércio exterior brasileiro clama por serviços mais eficientes e menos onerosos para dar continuidade ao ritmo ascendente das compras externas de nossos produtos. O resultado é que não se encontra um segmento econômico satisfeito. Todos criticam a caótica situação das estradas, portos e hidrovias, afirmou o diretor executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado do Rio de Janeiro (SindaRio), Milton Tio. Dossiê feito pela Comissão dos Portos para o Ministério dos Transportes aponta descontrole gerencial das estatais portuárias e propõe a privatização da gestão das companhias docas do país. O SindaRio defende a proposta. “Seria uma alternativa para eliminar o controle político das ações”, afirma Tito.

Mérito
Sérgio Bacci, secretário de Fomento para Ações de Transporte do Ministério dos Transportes, é o próximo homenageado no Happy Hour Empresarial da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB Rio). Ministro informal da navegação, Bacci estará dia 13 no Restaurante Panorâmico, Centro do Rio.

Espelho
A informação, publicada no MM, de que a dívida pública interna engordou R$ 356,5 bilhões, indo de R$ R$ 623 bilhões para R$ 979,6 bilhões, nos três primeiros anos do Governo Lula – incremento médio de R$ 118,8 bilhões por ano, 2,76 vezes superior à soma do Orçamento da Educação e da Saúde para 2005 – confirma ser correta a imagem reivindicada pelo presidente Lula de que “não tem cara da Zona Sul nem da Avenida Paulista”. De fato, com essas prioridades, o Governo Lula tem a cara de Washington ou da city londrina.

Motor chinês
Os principais parceiros comerciais do Rio de Janeiro, em 2005, foram os Estados Unidos, com 16,6% das exportações e 22,5% das importações. Mas a participação da China mais que dobrou de 2004 para o ano passado: com pauta diversificada, os chineses respondem por 8,4% das exportações fluminenses, ante 3,9% em 2004. Arábia Saudita, Iraque e Nigéria aparecem entre os principais parceiros para importação, por causa do petróleo.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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