Cresce demanda árabe por café verde e solúvel do Brasil

O primeiro trimestre de 2021 trouxe dados promissores para o comércio de café brasileiro com os árabes. Somando todos os tipos de café, de janeiro a março deste ano, o bloco importou 37% mais produto brasileiro frente ao mesmo período de 2020. O aumento foi destacado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) em balanço divulgado na segunda-feira.

O montante exportado pelo Brasil foi de 11 milhões de sacas de 60 quilos. Aos países árabes foram 522 mil sacas vendidas entre janeiro e março de 2021. Com o volume embarcado neste ano, a participação do bloco no total exportado saltou de 3,8% para 4,7%.

A receita foi de US$ 54,5 milhões nos primeiros meses deste ano frente aos US$ 43,6 milhões de 2020. Os números levaram o bloco a ser apontado entre os principais mercados com potencial para o produto brasileiro. Nessa categoria, que foi incluída no relatório como mercados emergentes, a exportação somou 2 milhões de sacas de café, número 11,8% superior ao do mesmo trimestre de 2020.

Os dados do Cecafé dizem mais respeito ao café verde, ou seja, ao grão cru. Entre os árabes, os dados do café verde respondem por 92,5% das exportações, sendo que 81,6% são vendas de café da espécie arábica e 10,9% de canéfora, o conilon. Mas outro segmento, o de café solúvel, também teve mais procura dos principais mercados árabes.

Os dados dos embarques de café solúvel, levantados pela Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), mostram que as remessas totais de solúvel ao exterior no primeiro trimestre deste ano tiveram queda de 2,9%.

No entanto, os embarques para os principais mercados árabes de solúvel cresceram. A Arábia Saudita elevou 34% suas compras no primeiro trimestre de 2021 frente ao período do ano passado. De janeiro a março, o país comprou o correspondente a 17 mil sacas em café solúvel. Nos Emirados, segunda nação árabe mais relevante para o setor, os embarques foram de 14 mil sacas, um aumento de 27,5%. E o Egito aumentou em relevantes 190% suas importações, somando 1.746 sacas.

Ainda na última sexta-feira, a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) renovaram o projeto de promoção do produto brasileiro no exterior, que se estenderá até março de 2023. Assim como o plano de promoção do Cecafé, o novo projeto da Apex e BSCA tem entre seus mercados-alvo os árabes. A expectativa é de elevar as vendas do grão verde para os sauditas. Já para o mercado dos Emirados Árabes Unidos, o objetivo é exportar tanto o café verde quanto o produto torrado e moído.

 

Agência de Notícias Brasil-Árabe

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