Democracia colombiana

A pretexto de combate a guerrilha, em ação no país há quase 50 anos, sucessivas administrações da Colômbia, ao lado de forças paramilitares, têm eliminado, de forma sistemática, opositores que optaram pela luta política legal. Segundo dados apresentados por José Luciano Vasquez, da Escola Nacional Sindical da Colômbia, durante a conferência da Internacional do Serviço Público (ISP), realizada este ano, desde 1986 2.840 sindicalistas foram assassinados na América do Sul. Isso representa um assassinato a cada três dias. Desse total, 63% eram colombianos. Esse número é acompanhado, e incentivado, pela impunidade generalizada. Dos 11.096 atos de violência contra sindicalistas, que incluem ameaças, desaparecimento e mortes, só 118 casos tiveram sentença judicial. Ou seja, em 99% dos casos, a impunidade imperou.

Exclusão feminina
Diante desse nível de intimidação e barbárie, apenas 810 mil trabalhadores do país são
filiados a algum dos 2.900 sindicatos existentes na Colômbia. Destes, 2.500 possuem menos de 200 afiliados, segundo os dados mostrados na ISP. Essa política de extermínio manifesta-se de forma mais gritante contra as mulheres, já que elas são 50% dos afiliados aos sindicatos, mas apenas 2% ocupam cargos de direção nas entidades.

Envelhecimento precoce
Lamento do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, ao comentar o resultado do produto interno bruto (PIB) brasileiro no terceiro trimestre, com queda da indústria: “É isso o que o país deseja para sua economia? Ela pode dispensar a geração de empregos, tributos, tecnologia, exportação de qualidade que a indústria é capaz de gerar? Outros países somente em etapas muito posteriores de suas estratégias de desenvolvimento admitiram abrir mão do dinamismo industrial como motor de sua transformação na busca pelo desenvolvimento. Uma economia de serviços é, em outras palavras, uma consequência, e não causa do desenvolvimento, do qual ainda estamos muito longe.”

Recorde
O comércio da cidade do Rio de Janeiro bateu, em novembro, o recorde do ano em pagamento de dívidas pelos clientes. O número de dívidas quitadas mês passado cresceu 12,2% em relação ao mesmo período de 2009, segundo o Clube de Diretores Lojistas (CDL-Rio). A expectativa é de que as vendas de Natal sejam 15% superiores às de 2009.
Em novembro, a inadimplência cresceu 0,2% e as consultas (item que indica o movimento do comércio) aumentaram 11,9%. No acumulado de 11 meses, as dívidas quitadas e as consultas cresceram, respectivamente, 6,8% e 8,7%, em relação a igual período de 2009. Já a inadimplência diminuiu 0,7%.

Campanhas históricas
Com banda de música e um bolo de dez metros, que vai interditar parte da Rua Sete de Setembro, no Rio, o Clube de Engenharia abre, na próxima segunda-feira, às 12h, as comemorações pelos seus 130 anos de existência. O clube, que em sua longa história, esteve à frente das campanhas pelo voto feminino e pela abolição da escravatura, afirma que o momento é, novamente, de defender a empresa e tecnologia nacionais, principalmente com o início da exploração do pré-sal.

Telecom
Especialistas de Portugal, Noruega, entre outros países, além do Brasil, debaterão o futuro das comunicações por satélite, novas tecnologias para a TV digital, banda larga e o programa espacial brasileiro, no painel internacional 2011 Novas Tecnologias e Cenário Futuro, promovido pela Associação Brasileira de Telecomunicações (Telecom), dia 17, no auditório da Firjan, no Centro, das 8h30m às 13h.

Fora de sintonia
Para a União Geral dos Trabalhadores União Geral dos Trabalhadores (UGT), faltou bom senso aos integrantes do Comitê de Política Monetária (Copom), do BC, que mantiveram o Brasil na condição de recordista mundial em juros reais, “título do qual nenhum brasileiro pode se orgulhar”: “É lamentável que essa decisão tenha ocorrido num momento em que a economia brasileira é destacada no mundo todo como exemplo”, critica o presidente da UGT, Ricardo Patah.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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