Depois da pandemia, a revolução

Nos meses e anos que se seguiram às pandemias anteriores, os países mais afetados viram um aumento na agitação social. Com base nessa tendência histórica, a pandemia Covid-19 pode representar uma ameaça ao tecido social em muitos países, mas essas tendências não predeterminam um desfecho.” É o resumo do texto “Quando a desigualdade é alta, a pandemia pode alimentar a inquietação social”, dos pesquisadores do Fundo Monetário Internacional (FMI) Tahsin Saadi Sedik e Rui Xu.

Eles analisaram o efeito de grandes pandemias anteriores em 133 países no período de 2001 a 2018: Sars (2003), H1N1 (2009), Mers (2012), Ebola (2014) e Zika (2016). A agitação social aumentou de forma consistente após cada um desses surtos, em média, um ano após a pandemia. As principais pandemias levaram a um aumento significativo da agitação social no médio prazo, reduzindo o crescimento e aumentando a desigualdade, formando um ciclo vicioso.

Quais países são mais vulneráveis? Os autores analisaram o Regional Economic Outlook for Asia-Pacific, e parece que o efeito é mais forte quando a desigualdade de renda já é alta, acima do índice de Gini líquido de 0,4. Mais de 45% dos países têm um coeficiente superior a esse limite.

Os pesquisadores sugerem que há mais agitação quando as transferências redistributivas são baixas; assim, medidas de segurança social ajudam a reduzir as tensões sociais. “Essas são tendências históricas, não o destino dos países”, finalizam Sedik e Xu.

A análise dos pesquisadores do FMI usou dados econométricos. Fica para uma análise complementar a interferência dos interesses geopolíticos.

Universal

A manutenção de um esquema nacional de vacinas – conquista dos brasileiros que é modelo para o mundo – deve prevalecer também no caso da Covid, garantindo acesso a todos, independentemente do estado ou da renda.

Mas, não fosse a pressão (com segundos interesses) de Doria Jr., o Governo Bolsonaro manteria sua política assassina e retardaria ainda mais a vacinação – que não está garantida.

Nesse caso, Bolsonaro não seguiu o exemplo de Trump que, bravatas à parte, iniciou imediatamente a vacinação dos norte-americanos.

Forças Armadas irrelevantes

Se o ministro-general Pazuello é especialista em logística, os brasileiros devem levantar as mãos aos céus por ser o Brasil um país pacífico.

Rápidas

A Associação Comercial de Santos (ACS) completa 150 anos na próxima terça-feira (22) *** Quinta-feira, na confraternização de final de ano do Clube dos Corretores de Seguros de SP, Francisco Galiza faz palestra sobre “Mercado de seguros em 2020 e perspectivas para 2021). Assista no YouTube *** Prossegue nesta terça o Natal da Esperança da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), com a apresentação do Coral da Fundaj *** O escritório Viseu Advogados realizará nesta quarta, 8h30, a live “Transação Tributária do Estado de São Paulo: É um bom negócio?”, com a participação do ex-procurador da Procuradoria Fiscal de Rafael de Oliveira Rodrigues e do ex-secretário de Fazenda Luiz Cláudio Rodrigues de Carvalho, entre outros. No YouTube *** O Plano de Ação 2021 do Rio Convention & Visitors Bureau, com o objetivo de nortear as ações de promoção institucional do Rio de Janeiro foi aprovado pelo conselho do Rio CVB *** O secretário de Fazenda do Estado do Rio, Guilherme Mercês, e o cientista político Christian Lynch participam nesta quarta-feira do Foro Inteligência: “Os problemas do Estado do Rio de Janeiro têm solução?”

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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2 COMENTÁRIOS

  1. Depois de tantos casos de currículos sob suspeita neste governo, acho bom olhar com atenção o general saúde. Pois, com aquele corpitiu, qual seria a arma dele? Infantaria? Não passa na escotilha de um tanque… Cavalaria? Qual o cavalo que… ?

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