Depois da segunda onda, a recuperação econômica será em V

O Fundo Monetário Internacional, no entanto, tem opinião diferente da revelada pela instituição financeira.

Acredite se Puder / 16:53 - 15 de jun de 2020

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Os economistas do Morgan Stanley acreditam que haverá uma segunda onda de infecções por Covid-19, que deverá ocorrer no outono, mas será administrável e menos agressiva do que a primeira, e haverá apenas confinamentos seletivos. Como esses técnicos estão cada vez mais confiantes, acreditam que depois disso a economia global registará uma “recuperação em V”, o que significa um retorno relativamente rápido à normalidade, depois de colapso acelerado.

Os técnicos do banco norte-americano não escondem que, cada vez mais, têm confiança na chamada recuperação em V, devido a recentes surpresas positivas nos dados do crescimento e nas ações políticas. Assim, a recessão será profunda mas curta, com uma contração de 8,6% no PIB global do segundo trimestre deste ano e um crescimento de 3% no primeiro trimestre de 2021. Dessa forma, para o Morgan Stanely, três são os motivos que farão a recessão ser mais curta: a) não se trata de um choque endógeno desencadeado por grandes desequilíbrios; b) as pressões de desalavancagem serão mais moderadas; e c) os apoios da política monetária e orçamentária foram e continuarão a ser decisivos para impulsionar a recuperação.

O Fundo Monetário Internacional, no entanto, tem opinião diferente da revelada pela instituição financeira, pois na semana passada alertou que a economia global se recupera de forma mais lenta que o esperado e que há ainda uma profunda incerteza em relação às perspetivas para a economia.

Torcida para que os economistas do Morgan Stanley estejam certos em suas previsões.

 

UE sobretaxa produtos chineses e egípcios

A partir deste segunda-feira, a União Europeia vai sobretaxar produtos que são importados, mas recebem subsídios concedidos por um Estado a exportadores sediados noutro país, e que criam distorções de mercado. Até ao momento, eram penalizadas as mercadorias com subsídios concedidos pelo país de onde foram exportadas. Para os especialistas em comércio exterior, serão afetadas as relações comerciais da comunidade européia com a China, cujo apoio generalizado além das fronteiras chineses gera efeitos distorcidos.

No momento, as dicussões são sobre as importações de fibra de vidro do Egito, de dois fabricantes, a Jushi Egypt for Fiberglass Industry SAE e Hengshi Egypt Fiberglass Fabrics SAE, subsidiárias das chinesas China Jushi Co. e Zhejiang Hengshi Fiberglass Fabrics Co. As duas empresas estão sediadas na Zona de Cooperação Económica e Comercial China-Egito, no Canal do Suez, uma Rota (Belt and Road) de desenvolvimento de infraestrutura global.

Como os dois fabricantes recebem benefícios dos governos da China e do Egito, além de subsídios aos tecidos de fibra de vidro exportados diretamente pelos chineses, são afetados os fabricantes europeus, como a finlandesa Ahlstrom-Munksjo Oyj, a belga European Owens Corning Fiberglas SPRL e a francesa Chomarat Textiles Industries SAS.

A taxa imposta às importações de fibra de vidro do Egito é de 10,9% e terá uma duração de cinco anos e tarifas entre 17% e 30,7% sobre esse produto importado diretamente da China.

 

Cielo sobe 20% devido a acordo com Facebook

No primeiro pregão da semana, as ações da Cielo chegaram a subir 20% devido ao acordo da companhia com o Facebook para pagamentos pelo Whatsapp. A versão mais recente do aplicativo já apresenta a opção “pagamentos”, disse a companhia em comunicado. Os interessados poderão fazer transferências e pagamentos. As transferências poderão ser feitas com débito. As pessoas poderão enviar até R$ 1 mil por transação e receber até 20 transações por dia e até R$ 5 mil por mês. Os pagamentos para empresas funcionará com débito e crédito. O comerciante pagará taxa de 3,99% por transação.

Na avaliação dos analistas do Bradesco BBI, a Cielo será responsabilizada por um erro na prestação de serviços de seus parceiros como, por exemplo, um intermediário deixar de fazer o pagamento aos comerciantes. O natural seria os adquirentes mais cautelosos, exigindo maiores garantias para manter a operação no local. Não esperam, no entanto, que esses requisitos sejam alterados ou suspensos, a menos que em um cenário em que a regulamentação evolua ainda mais, reduzindo os riscos operacionais para os próprios adquirentes.

 

Goldman rebaixa ações de Itaú e Santander

O Goldman Sachs cortou de compra para neutra a recomendação da ação e do ADR do Itaú Unibanco, após ter elevado os papéis em abril, enquanto rebaixou Santander Brasil de neutra para venda.

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